terça-feira, 30 de agosto de 2011

Escola União do Povo de Cidade Nova empolga diretor de colégio referência dos Estados Unidos

Pete Peterson (camisa vermelha), George Câmara e lideranças comunitárias
As notícias não têm sido animadoras para a Educação Pública nos últimos tempos. Greves e reclamações por aumentos salariais ocorrem todos os anos e os avanços nesse campo deixam a desejar. O que no passado já foi preferência absoluta da elite da sociedade, a Escola Pública hoje mete medo na classe média e já está afugentando as camadas menos favorecidas.

Escolas que no passado se vangloriavam pela grande procura da comunidade por vagas, hoje sofrem de constante sangria de alunos que durante o ano se evadem aos montes.

O contexto do Ensino Público, contudo, é algo amplo e sempre inacabado, propenso o tempo todo a mudanças e a um repensar dos destinos da Escola do Povo, esta sim, até hoje imbatível quando o assunto é Educação aberta e viva.

Notícias positivas começam a chegar, ainda de forma tímida, de vários recantos do Estado sinalizando para uma Escola Pública teimosa e valente, que insiste, apesar de tudo, em manter-se de pé e em produzir o mágico processo do Ensino/Aprendizagem, tão necessário para o progresso social da população.

Um desses sinais vem da Escola Estadual “União do Povo de Cidade Nova”, localizada no bairro de Cidade Nova em Natal. A “União do Povo” está mostrando, de forma concreta, que na periferia também pode se fazer uma Escola de qualidade e voltada para a eficiência do Ensino.

Esta constatação foi feita pelo diretor da Panaca Elementary School, do estado de Nevada, C. Pete Peterson, em visita no dia 08 deste mês a Escola de Cidade Nova.

Na Escola, Pete Peterson visitou salas de aula, conversou e cantou com os alunos, acompanhou crianças treinando taekwondo, viu a horta pedagógica feita em parceria com o programa Mais Educação, se surpreendeu com a ampla área verde da União do Povo, reconheceu o caráter acolhedor e participativo da instituição de ensino.

“O diretor dessa escola é um educador acadêmico, e é um educador para a vida”, afirmou Pete Peterson sobre os avanços alcançados pela gestão da “União do Povo”.

Para o professor de Biologia George Luiz da Câmara, 40 anos, diretor da “União do Povo”, uma escola de qualidade se faz com a participação de todos – professores, vigias, merendeiras, pessoal de secretaria, pessoal de apoio, e comunidade.

“Nossa meta sempre foi elevar cada vez mais a qualidade do Ensino de forma coletiva. Todos que trabalham aqui fazem parte desse sonho”, disse George Câmara.

Para isso, ao assumir a direção da Escola em janeiro de 2010, tratou de unificar os três turnos para que a “União do Povo” tivesse uma só identidade, uma metodologia única, e uma mesma postura. Procurou implantar a tolerância zero para a indisciplina com o apoio do Conselho Comunitário e do Conselho Tutelar. Cerca de 70 estudantes que não se adaptaram as normas de disciplina foram encaminhados a outras escolas do bairro.

“É bom dizer que todos que saíram da Escola no ano passado, saíram com vagas garantidas em outras escolas e após conversas nossas com os próprios alunos e aprovação dos pais. Pelo que estou sabendo, todos os alunos que saíram estão bem em suas novas escolas”, ressalta o diretor.

A gestão da Escola buscou fortalecer a auto-estima e o orgulho dos alunos. Festas, premiação para os destaques nos vários segmentos da comunidade escolar, e implantação de cursinho pré-vestibular, foram alguns dos ingredientes utilizados para fortalecer a união e o orgulho de professores, funcionários e alunos da Escola.

“Desde que comecei a trabalhar na Escola, em 2004, entendi que os alunos poderiam ir além do diploma de 2º Grau. Sempre vi que os estudantes, apesar de morarem em regiões periféricas, poderiam vislumbrar a continuidade dos estudos e o ingresso no Ensino Superior”, lembra George Câmara.

Visando colocar o Educador no centro do processo do Ensino e fazê-lo entender que é, de fato, valorizado, o diretor George Câmara buscou a parceria dos alunos – os melhores em cada turma. Com base nas conversas e nas opiniões dos estudantes, George traçou o perfil do professorado da “União do Povo” e estabeleceu prêmios simbólicos (certificados e medalhas) para os professores que atuam no cotidiano escolar como verdadeiros Educadores.

“Vi que os professores que estão com mais tempo de Estado são também os que mais se preocupam com os alunos”, diz George.

Professores entusiasmados e reconhecidos pelos alunos, Escola integrada, projetos do Programa Mais Educação que prevê Ensino em tempo integral, parceria com os representantes comunitários (Conselho Comunitário e Conselho Tutelar), são ingredientes que se somam na construção de uma Escola que está se tornando referência.

A Escola União do Povo tem 12 salas de aula, 1.280 alunos estudando nos três turnos, oferece Ensino Fundamental e de Nível Médio, e conta com um quadro de 45 professores.

PROGRAMA DE INTERCÂMBIO DE DIRETORES

Pete Peterson visita o Rio Grande do Norte por iniciativa do Programa Brasil – Estados Unidos de Intercâmbio de Diretores. O objetivo é promover o intercâmbio visando a troca de conhecimentos e experiências para a melhoria da qualidade da escola nos dois países.

Pete Peterson foi também recebido no gabinete da Secretaria Estadual da Educação pela secretária adjunta Adriana Diniz. “É muito importante o intercâmbio e a troca de experiências tendo como foco a qualidade do ensino e o acréscimo de conhecimentos para professores e alunos”, disse a secretaria adjunta Adriana Diniz.

C. Pete Peterson é um dos diretores de escola pública de referência em todos os Estados Unidos. Sua escola, considerada acima da média nacional há oito anos, foi uma das nove selecionadas para o programa de intercâmbio.

Sobre o bom desempenho da Panaca Elementary School, fundada em 1964, Pete Peterson diz: “Estamos sempre próximos do professor e valorizando o trabalho dele. Da mesma forma, estamos próximos e valorizando o desempenho dos alunos”, ressalta.
As notícias não têm sido animadoras para a Educação Pública nos últimos tempos. Greves e reclamações por aumentos salariais ocorrem todos os anos e os avanços nesse campo deixam a desejar. O que no passado já foi preferência absoluta da elite da sociedade, a Escola Pública hoje mete medo na classe média e já está afugentando as camadas menos favorecidas.

Escolas que no passado se vangloriavam pela grande procura da comunidade por vagas, hoje sofrem de constante sangria de alunos que durante o ano se evadem aos montes.

O contexto do Ensino Público, contudo, é algo amplo e sempre inacabado, propenso o tempo todo a mudanças e a um repensar dos destinos da Escola do Povo, esta sim, até hoje imbatível quando o assunto é Educação aberta e viva.

Notícias positivas começam a chegar, ainda de forma tímida, de vários recantos do Estado sinalizando para uma Escola Pública teimosa e valente, que insiste, apesar de tudo, em manter-se de pé e em produzir o mágico processo do Ensino/Aprendizagem, tão necessário para o progresso social da população.

Um desses sinais vem da Escola Estadual “União do Povo de Cidade Nova”, localizada no bairro de Cidade Nova em Natal. A “União do Povo” está mostrando, de forma concreta, que na periferia também pode se fazer uma Escola de qualidade e voltada para a eficiência do Ensino.

Esta constatação foi feita pelo diretor da Panaca Elementary School, do estado de Nevada, C. Pete Peterson, em visita no dia 08 deste mês a Escola de Cidade Nova.

Na Escola, Pete Peterson visitou salas de aula, conversou e cantou com os alunos, acompanhou crianças treinando taekwondo, viu a horta pedagógica feita em parceria com o programa Mais Educação, se surpreendeu com a ampla área verde da União do Povo, reconheceu o caráter acolhedor e participativo da instituição de ensino.

“O diretor dessa escola é um educador acadêmico, e é um educador para a vida”, afirmou Pete Peterson sobre os avanços alcançados pela gestão da “União do Povo”.

Para o professor de Biologia George Luiz da Câmara, 40 anos, diretor da “União do Povo”, uma escola de qualidade se faz com a participação de todos – professores, vigias, merendeiras, pessoal de secretaria, pessoal de apoio, e comunidade.

“Nossa meta sempre foi elevar cada vez mais a qualidade do Ensino de forma coletiva. Todos que trabalham aqui fazem parte desse sonho”, disse George Câmara.

Para isso, ao assumir a direção da Escola em janeiro de 2010, tratou de unificar os três turnos para que a “União do Povo” tivesse uma só identidade, uma metodologia única, e uma mesma postura. Procurou implantar a tolerância zero para a indisciplina com o apoio do Conselho Comunitário e do Conselho Tutelar. Cerca de 70 estudantes que não se adaptaram as normas de disciplina foram encaminhados a outras escolas do bairro.

“É bom dizer que todos que saíram da Escola no ano passado, saíram com vagas garantidas em outras escolas e após conversas nossas com os próprios alunos e aprovação dos pais. Pelo que estou sabendo, todos os alunos que saíram estão bem em suas novas escolas”, ressalta o diretor.

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