quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pesquisa revela comportamento dos estudantes no processo de escolha de uma profissão


Divulgação
Como as escolas e as famílias estão ajudando os estudantes no processo de escolha da profissão? Como os jovens se informam sobre as profissões e quais os fatores que mais pesam ao decidir que carreira seguir? Para obter respostas a essas questões, analisar e compreender os comportamentos do jovem estudante nessa fase importante de sua vida, o projeto Guia de Profissões da divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática realizou uma pesquisa com 2514 estudantes, de 181 turmas da 7ª série do Ensino Fundamental ao Ensino Médio de escolas particulares inscritas no projeto e conectadas ao Portal Educacional (www.educacional.com.br), nos meses de abril e maio deste ano.
 Os resultados da pesquisa mostram que o ambiente escolar desempenha um papel muito importante no processo de escolha da profissão - 23,55% dos estudantes procuram o professor para conversar informalmente sobre as profissões -, mas, segundo Selena Greca, orientadora vocacional e parceira do projeto no Portal Educacional, ainda há muito a se fazer e é fundamental que a escola amplie suas ações no sentido de oferecer um maior número possível de informações, principalmente ao longo do Ensino Médio. Em casa, a maioria dos estudantes procura conversar com os pais sobre profissões, 45% recebe o apoio da família e têm liberdade para decidir e 5% dizem que a opinião de seus pais tem influência direta na sua escolha, enquanto 14% revelam que não pretendem decidir de acordo com a vontade deles.
Um ponto que chama atenção é a pouca iniciativa por parte dos estudantes em buscar informações completas sobre o universo de cursos e carreiras: somente 13% conhecem a maioria dos cursos, 64% têm pouca informação e 11% conhecem apenas o curso que desejam seguir. Na hora de se decidir por uma profissão, somente 8% dos jovens a consideram como uma missão de vida. Pelo menos 66% levam em consideração suas habilidades e interesses, e 18% dos estudantes escolhem o curso pelo bom salário que possa lhe render profissionalmente. Menos de 10% procuram analisar o currículo do curso.
O estudo também constata a diferença de comportamento entre garotos e garotas, revelando que elas têm uma postura muito mais ativa, informando-se mais e chegando ao momento de se decidir com consciência e amadurecimento maiores. As garotas buscam conhecer cursos por meio de leituras e de vivências com a prática do dia a dia, investigam as habilidades exigidas e selecionam os assuntos de que mais gostam. Já os garotos, além de atentar para as habilidades exigidas, buscam obter a média salarial das profissões e tomam sua decisão dando maior importância às atividades dos pais e a outras exercidas pela família, ao bom salário e ao status que determinadas profissões podem proporcionar.
Entre os alunos da 3ª série do ensino médio, às vésperas do vestibular, o levantamento foi mais detalhado para saber como está o jovem que fará sua opção profissional neste ano. Descobriu-se que 55% deles conhecem somente alguns dos tantos cursos disponíveis. Os dados também mostram que a escola ainda contribui pouco no processo de escolha de uma profissão. Apenas 11% das escolas realizaram um trabalho de Orientação Vocacional e 10% promoveram feiras de profissões e seminários sobre o tema. Em 11% das instituições de ensino, quase não se fala no assunto. 36% dos alunos recorrem aos professores em conversas informais para buscar informações a respeito de profissões.
Quanto à participação dos pais, 68% dos vestibulandos que participaram da pesquisa têm procurado estabelecer conversas em casa sobre diferentes profissões, e quase 49% têm apoio para fazer o curso que desejam, o que indica liberdade de escolha. Mas para 22% dos estudantes ainda não existe muito diálogo em casa e 9% não mantêm conversa alguma sobre profissões com seus pais. Questionados sobre quais cursos não seriam aprovados pelos pais, as respostas foram surpreendentes. O curso mais citado foi o de Medicina, seguido de Direito, Engenharia Civil, Jornalismo e Artes. As carreiras de Professor, Pedagogo, Policial Militar, Psicólogo, Sociólogo, Publicitário, Nutricionista, Fisioterapeuta, Dentista e Enfermeiro também compuseram a lista.
Enquanto 14% dos vestibulandos pensam em fazer o curso que desejam desde criança, a maioria dos estudantes parece chegar às portas da faculdade sem ter uma ideia clara de que profissão realmente gostariam de seguir. A pesquisa aponta que 51% dos alunos da 3ª série do Ensino Médio ainda não têm o conhecimento necessário para chegar a uma decisão mais consciente, tendo dúvidas entre vários cursos, e 54,82% deles não definiram o curso para o qual irão prestar vestibular neste ano.

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