quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Prêmio Vivaleitura 2011 tem 1.865 trabalhos inscritos

São Paulo foi o Estado com maior participação, seguido de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Ceará. Finalistas serão revelados em outubro, e os vencedores, em novembro deste ano

O Prêmio Vivaleitura 2011, maior premiação nacional a reconhecer e estimular projetos de incentivo à leitura no país, encerrou em agosto seu período de inscrições com um total de 1.865 trabalhos cadastrados, número superior à edição de 2010, que teve 1.829 projetos inscritos. Esta é a sexta edição do Vivaleitura, uma iniciativa dos Ministérios da Educação e da Cultura e da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), com patrocínio e execução da Fundação Santillana e apoio da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) e do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação).
O Vivaleitura já ajudou a dar visibilidade a cerca de 13 mil projetos de incentivo à leitura e de acesso aos livros no país, contribuindo para o fomento de políticas públicas nessa área. Ao revelar oportunidades e entraves para a formação de leitores em diferentes regiões do Brasil, o prêmio vem auxiliando, por exemplo, no mapeamento de ações do Programa Nacional do Livro e da Leitura (PNLL), do qual ele faz parte.
Em 2011, a categoria do Vivaleitura que mais recebeu inscritos foi a que engloba projetos de “Escolas Públicas e Privadas”, reunindo 1.050 do total do material recebido (56,3%). Depois veio a categoria “Sociedade: ONGs, empresas, pessoas físicas, universidades e instituições sociais”, com 619 projetos (33,2%) e, por fim, a modalidade “Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias”, que reuniu 196 trabalhos (10,5%). “A participação efetiva das escolas no Vivaleitura reflete a preocupação de professores, gestores escolares e secretarias de educação em formar leitores. O Brasil vem entendendo que só alfabetizar ou colocar livros nas mãos de crianças e adolescentes não resolve; é preciso ter intenção, objetivo, proposta”, diz Lourdes Atié, coordenadora pedagógica do Vivaleitura.
O prêmio tem abrangência nacional, atraindo trabalhos provenientes de todas as regiões do país. “A diversidade é muito grande, o que faz do Vivaleitura uma espécie de vitrine para iniciativas de instituições, escolas, bibliotecas, ONGs, empresas e pessoas preocupadas em melhorar a educação do Brasil. Muitas dessas iniciativas podem perfeitamente ser reproduzidas ou adaptadas a regiões diferentes daquelas onde nasceram. Isso é muito importante”, afirma Luciano Monteiro, da Fundação Santillana, que patrocina o prêmio. Para ele, o Vivaleitura mostra o consenso entre as pastas da cultura e da educação sobre a importância da leitura para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
Assim como em edições anteriores, todos os Estados foram representados no Prêmio Vivaleitura 2011. São Paulo foi o que enviou mais projetos (362), seguido de Minas Gerais e Paraná (169), Rio de Janeiro (135), Rio Grande do Sul (133), Bahia (113) e Ceará (111).  Os 15 finalistas do Prêmio Vivaleitura (cinco em cada uma das três categorias) serão divulgados em outubro, e a premiação acontecerá em novembro. Cada um dos vencedores receberá a quantia de R$ 30 mil, para investimento nos projetos desenvolvidos.
Em 2010, os ganhadores do prêmio foram os projetos  “Centro Educacional e Cultural Kaffehuset Friele”, de Poços de Caldas (MG), na categoria “Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias”; a iniciativa “Cafeteria Sabor Literário”, de Parnamirim (RN), na área de “Escolas Públicas e Privadas”; e o trabalho “Ler para Crer”, de Fortaleza (CE), na categoria “Sociedade”. A Fundação Dorina Nowill para Cegos ainda recebeu a menção honrosa “José Mindlin”.
Para saber mais, acesse: http://www.premiovivaleitura.org.br.

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