segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pesquisa revela comportamentos dos pais em relação à segurança na Internet


 Levantamento envolveu quase 500 pais de alunos plugados ao Portal Educacional; a maioria (70%) se diz familiarizada com a rede, bem informada sobre os riscos, e disposta a dialogar com seus filhos sobre os cuidados necessários para evitar problemas
  Pais participam de redes sociais praticamente tanto quanto seus filhos. Apesar disso, só 72% visitaram as páginas pessoais dos filhos. E embora a maioria dos pais (61%) declare estabelecer regras para o uso da internet, ainda há uma parcela significativa (26%) que não estabelece  qualquer regra para os filhos quanto ao uso da Internet e não vê problema nisso. A percepção dos riscos é alta: 80% dos pais afirmaram temer que os filhos se envolvam em problemas pela Internet, mas só 6% dos pais disseram temer que seus filhos sejam vítimas de cyber bullyng.
Essas são algumas conclusões da pesquisa que a divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática  realizou com pais de crianças e jovens da Educação Infantil ao Ensino Médio de escolas particulares usuárias do Portal Educacional.

A pesquisa foi realizada como parte da campanha Se Liga! – Internet Segura, com 448 pais, de oito Estados, que responderam a um questionário sobre o uso que fazem do computador e da rede, como controlam o acesso dos filhos, como tratam os problemas da Internet com eles, e muito mais.
Segundo Andréia Schmidt, psicóloga e articulista do Portal Educacional, 70% dos pais se revelam familiarizados com a rede, bem informados sobre os riscos, e dispostos a dialogar com seus filhos sobre os cuidados necessários e a procurar soluções em caso de problemas.
Nada menos que 77% usam o computador diariamente, mais da metade acessa a Internet entre 2 e 10 horas por semana, e 20% afirmaram passar mais de 16 horas por semana conectados à rede.
Mais de 70% dos pais responderam que participam de alguma rede social, percentual parecido com o de pais que afirmaram que os filhos também mantêm perfil ou participação em redes sociais (77%). As redes sociais preferidas são o MSN (29%), o Facebook (29%) e o Orkut (26%). Muitos dos pais (72%) já visitaram as páginas pessoais dos filhos nas redes, já um percentual menor afirmou que os filhos já visitaram as suas próprias páginas (57%).
Embora muitos pais declarem não ter dificuldades em administrar o uso do computador pelos filhos - 61% deles dizem que estabelecem regras para isso e que elas são cumpridas, 17% declaram ter dificuldade em colocar limites e 26% acham que os filhos passam tempo demais na Internet. Uma parcela significativa (26%) afirmou não estabelecer qualquer regra para os filhos quanto ao uso da Internet e não ver problema nisso.
“A relação entre criança/adolescente e computador/Internet deve ser discutida entre pais e filhos para que excessos não ocorram. Se os pais optam por não estabelecer regras, é uma atitude que pode ser motivada por inúmeros fatores, inclusive pelo fato dos filhos usarem o computador de forma responsável e adequada. No entanto, uma vez estabelecidas regras, é importante que seu cumprimento seja monitorado pelos pais para que elas não caiam no vazio”, comenta Andréia.
A percepção dos riscos é alta: 80% dos pais afirmaram temer que os filhos se envolvam em problemas pela Internet, ainda que apenas 20% deles afirmem conhecer diretamente crianças ou adolescentes que tenham enfrentado situações como agressões em redes sociais ou uso indevido da imagem — incluindo 5% de pais que declararam que problemas dessa ordem ocorreram com os próprios filhos. Os principais medos são de que os filhos passem informações pessoais pela rede (19%), que eles se exponham de forma indevida, por meio de fotos ou vídeos (16%) ou que se envolvam com estranhos que possam representar algum perigo (também 16%). O acesso a conteúdo impróprio e/ou pornográfico e a pedofilia também preocupam 13% dos pais.
Sobre o bullying, muito discutido na mídia e nas escolas, apenas 6% dos pais disseram temer que seus filhos sejam vítimas do problema e um percentual ainda menor se preocupa que o próprio filho se coloque na posição de agressor em alguma instância, seja agredindo/expondo alguém pela rede ou se associando a grupos que ajam dessa forma.
Para 90% dos pais, a grande ferramenta de prevenção a problemas na rede é o diálogo, e eles conversam com os filhos sobre os riscos da Internet e os orientam sobre como se comportar em relação a eles. Mas embora 57% achem que seus filhos sabem se comportar de modo a evitar a exposição a riscos na Internet, 21% acreditam que os filhos não sabem fazê-lo e outros 21% afirmaram não saber responder a essa questão.
Questionados sobre o que fazer no caso de problemas, 68% acham que saberiam como ajudar os filhos caso eles fossem vítimas de problemas na rede. Se os filhos fossem os agressores, quase 60% afirmaram que procurariam ajuda profissional para resolver o problema, e 8% lembraram da escola. Entre as possíveis soluções, 22% mencionaram a proibição do uso do computador, e 34% manifestaram sentir falta de um espaço para discutir essas questões.
“Esses dados podem nos ajudar a encontrar caminhos para lidar melhor com a segurança na Internet, entender de forma mais clara todos os riscos envolvidos e descobrir formas de atuar nas escolas para prevenir problemas”, comenta Andréia Schmidt. A campanha Se Liga! continua online, com conteúdos para alunos, pais e educadores relacionados à Internet segura.

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