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Projeto “Transforme-se”: O artesanato como força motivadora de ressocialização

Foto: Canindé Soares
Os 80 mil visitantes que deverão circular pelos corredores do Artesanato do Rio Grande do Norte durante a realização da 17ª Feira Internacional de Artesanato (Fiart) terão contato, logo na entrada, com um estande que, além de mostrar a qualidade artística exposta em belos trabalhos, evidencia a força de vontade que torna possível a superação e um exemplo do poder público no exercício do bem.



O estande do projeto “Transforme-se” expõe trabalhos feitos por 70 presidiárias artesãs que cumprem pena no Pavilhão Feminino do Complexo Penal Dr. João Chaves. São trabalhos de bordado livre, bordado de pedrarias, confecções de bolsas e de acessórios, e bijuterias.



O projeto “Transforme-se” tem como slogan “Sonhar, acreditar e criar”, e busca a recuperação e a ressocialização de suas participantes através do fortalecimento da auto-estima, da capacitação em cursos de artesanato, da geração de renda, do empreendedorismo, e da remissão de pena.



“A governadora Rosalba tem nos dado todo o apoio e nos colocou este ano numa área de destaque, na área dos mestres, logo na entrada da Feira. Além disso, ela é nossa cliente e sua família também”.



A afirmação é da interna, em regime semi-aberto, do Complexo Penal Dr. João Chaves, Glória Messias, 57 anos, moradora de Nova Parnamirim, viúva, mão de quatro filhos, e que já atua no projeto também como professora de Bordado Livre e Pedraria.



Para a presidiária artesã Débora Vanessa dos Santos Rodrigues, 29 anos, moradora no Conjunto Pirangi, mãe de uma filha, o projeto tem sido forte motivador de ressocialização. “O projeto é uma ponte para quem quer se ressocializar. Estou no projeto há 3 anos e estou me sentindo ressocializada”, diz. Débora dos Santos trabalha com bordado e bijuteria, e cumpre pena desde 2007.



A francesa Yolanda Hermine Hounsou, 43 anos, moradora no Conjunto Pajuçara, Zona Norte, também vê benefício no projeto “Transforme-se”. “Estou achando muito bom. Está me ajudando na reinserção à vida social”, reconhece. Yolanda está há 3 anos no Pavilhão Feminino da “Dr. João Chaves”, e seus trabalhos artesanais são de bordado livre e de crochê.



Desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Justiça e da Cidadania com participação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, o projeto tem parceiros como o Banco do Brasil, a Faculdade Maurício de Nassau, Instituto Natal e Cosern.



“Entendemos que o cumprimento de uma pena não é simplesmente uma questão cronológica, mas, sobretudo, um processo que vise a evolução da pessoa”, ressalta o secretário estadual da Justiça e da Cidadania, Fábio Hollanda.




A Fiart, aberta oficialmente pela governadora Rosalba Ciarlini na noite de segunda (23) prosseguirá até domingo (29) no Centro de Convenções de Natal, na Via Costeira.

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