sábado, 14 de julho de 2012


Dez dicas para se dar bem na Redação do ENEM

A professora Vera Lúcia Pereira dos Santos, doutora  em Língua Portuguesa e em Linguística, oferece dez dicas para que o estudante faça uma redação que venha ser bem avaliada pelos especialistas do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio).

1º. Organizar as idéias antes de começar a escrever. Fazer um roteiro do texto e segui-lo. Partindo da situação-problema oferecida na prova, redigir material com fatos e argumentos para defender sua opinião sobre o tema e possíveis soluções para a questão proposta.

Professora Vera Lúcia Pereira dos Santos
2º. Cuidado com a gramática. Escrever de modo lógico e objetivo. Ficar atento à concordância verbal e nominal, saber acentuar, conhecer os preceitos da ortografia e ter habilidade com conectivos, pronomes e verbos.

3º. Evitar períodos longos e usar expressões como “eu acho” e “eu penso”. Fazer as frases leves e curtas, sem inversão de sequência de dados e opiniões, usando linguagem simples.

4º. Saber cercar-se de fontes. O estudante pode manejar uma coletânea de textos, que deve ser usada somente como referência para encaminhar seu próprio texto, mas sem transcrever frases alheias. A redação precisa ter autonomia em relação à proposta, ou seja, deve ser compreendida até por um leitor que desconhece o tema da prova.

5º. Conciliar tema e proposta. Seja que for a opinião, ela tem que ser defendida com sensatez. Leia atentamente o que é proposto, avalie os conceitos e os argumentos em contrário. Mostre que compreendeu o tema e que sabe contextualizá-lo, de forma crítica e reflexiva, em um texto em prosa, claro e coerente.

6º. Evitar fórmulas prontas. Há redatores que colecionam fórmulas mágicas e técnicas em um amontoado de efeitos que levam a um texto pífio ou sem noção de autoria. Utilize termos que sejam adequados ao seu tom e não tente usar expressões eruditas para impressionar os avaliadores. Seja simples e direto.


7º. Ter estilo próprio. É importante que a redação tenha um rosto, por meio do qual se vislumbre um estilo por parte do redator.



8º. Enriquecer seu próprio repertório. É essencial se manter atualizado sobre os principais fatos.


9º.  Título e tema devem estar em sintonia. É comum desvirtuar o tema proposto quando o vestibulando coloca um título sem relação com o mote e discorre sobre outro assunto. Se houver necessidade de título, coloque-o depois de elaborar o texto, sintetizando o que foi dito ao longo da redação.


10º. Utilize a norma culta prioritariamente. Fuja das abreviações do "internetês", das marcas de oralidade como "né" e "ok" e de equívocos insistentes como "mortandela", "rúbrica" e "perca" (em vez de "perda").

Segundo Vera Lúcia Pereira, os dois maiores vilões de uma redação, em que a oralidade não deve predominar, são os modismos e os clichês. "No primeiro, incluo expressões ou hábitos, modo de falar admitido pelo uso de uma língua, com caráter passageiro, nem sempre contrário à norma culta. Já em clichês estão as frases feitas e os vícios de linguagem, caracterizados pela durabilidade. Ambos têm em comum a repetição, o fato de empobrecer o vocabulário e denotar falta de estilo próprio. Então, devem ser evitados", aconselha a professora.


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