quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Programa de combate ao plágio é destaque no Seminário de Bibliotecas Universitárias

Ana Horsch: "O programa consegue mesmo definir níveis de plágio"
O combate ao plágio nos meios de produção acadêmica esteve em destaque na última terça-feira (18) no Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias.

Apresentado no evento de forma objetiva, o Turnitin (em português – “entregue-o”) é um programa desenvolvido para dar ao professor, em rápido espaço de tempo, os reais níveis de autenticidade dos trabalhos de seus alunos - sejam de graduação ou de pós-graduação.

Com grande base de dados, sempre em crescimento, o programa funciona da seguinte maneira - 1. O professor cria um curso com tarefas. 2. Professor ou alunos submetem trabalhos ao Turnitin. 3. Com rapidez, o sistema mostra o relatório de originalidade.

O banco de dados do Turnitin tem 122 milhões de artigos; 220 milhões de trabalhos de estudantes que, ao lado dos periódicos anexados, representam 125 quilômetros de arquivos. O banco de dado ainda tem acesso direto a 24 bilhões de sites e a 122 milhões de revistas e publicações não disponíveis em bancas de jornal.

Líder mundial no combate ao plágio, o Turnitin conta hoje com cerca de 1 milhão de usuários professores em várias partes do mundo e sua interface está disponível em 11 línguas, inclusive o português.

“Nosso programa consegue detectar plágios mesmo que, por exemplo, alguém utilize textos em Inglês e traduza para o Português”, informou a palestrante Ana Horsch, formada em Administração Internacional de Empresas na Alemanha.

A assinatura do programa é feita exclusivamente por instituições (pessoa jurídica). Após assinatura do programa pela instituição, o programa passa a estar disponível para seus professores e alunos.

Onde nasceu o Turnitin

O Turnitin foi criado no ano de 1998 por grupo de pesquisadores na Universidade de Berkley, na Califórnia, Estados Unidos. 

No ano de 2002 chegou ao Reino Unido através de um grupo de pesquisadores da Universidade Northumbria. Após avaliações, eles decidiram adotar o programa na Universidade e, com a aprovação do Governo, nas demais instituições públicas de ensino do Reino Unido. O programa, hoje, está presente em 98% das universidades britânicas. 

O Turnitin pertence ao grupo americano Iparadigms e está representado na America Latina pelo ITMS Group.

O Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias acontece até a próxima sexta-feira (21) no Centro de Treinamento e Eventos da UFRG (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) na cidade de Gramado.



Isaias Oliveira, Revista Foco


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