terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Fiart prossegue até domingo (27) com trabalhos de 2.000 artesãos potiguares

Feira deverá receber 70 mil visitantes 

A Feira Internacional de Artesanato (Fiart) prossegue até o próximo domingo (27), no Centro de Convenções de Natal, reunindo trabalhos de artesãos de várias partes do Brasil e de outros países, e apresentando shows artísticos com ênfase nos talentos locais.

A Fiart é considerada uma das mais importantes feiras de Artesanato do Brasil. Em sua 18ª edição estão sendo expostos produtos feitos com os mais diferentes materiais de artesãos do Equador, Palestina, Brasil, Paquistão, Marrocos, Emirados Árabes, Itália, Peru, Argentina, Bolívia, Turquia, Filipinas, Indonésia, Índia e Senegal.


Iniciada na sexta-feira (18), a Fiart tem uma expectativa de comparecimento até o seu final de 70 mil visitantes e deverá movimentar na comercialização de produtos o montante de R$ 5,7 milhões.

A Feira foi armada numa área de 7.500 m2 e tem 385 estandes. Dentro da Feira, a presença que mais se destaca é do amplo espaço disponibilizado pela Secretaria Estadual do Trabalho e da Assistência Social (Sethas) dedicado ao artesanato do Rio Grande do Norte.

No amplo espaço da Sethas estão sendo expostos trabalhos de 2.000 artesãos potiguares através do Programa Estadual de Artesanato (Proart). Estão em 65 estandes distribuídos numa área de 300 metros quadrados.

Expoentes na Feira

Estão presentes na Fiart dois dos principais expoentes do artesanato brasileiro - Luiza Dantas e Guimarães Bezerra.

Luzia Dantas é uma artesã de técnica requintada. Natural de São Vicente, interior do Rio Grande do Norte, de origem simples, sem instrução, começou a esculpir em madeira desde criança. Cedo foi morar em Currais Novos, região do Seridó, de onde nunca saiu – exceto a sua arte, que ultrapassou limites territoriais. 

Já participou de dezenas de exposições individuais e coletivas no RN e pelo Brasil a fora e tem peças em acervos nacionais e internacionais. Luzia utiliza a madeira umburana, árvore típica da região nordestina, extraída da caatinga da região do Seridó, para fazer suas esculturas. São obras de arte que retratam tipos populares, casas de farinha, conjunto de retirantes da seca nordestina, carros de boi e imagens sacras, preferencialmente Santana, São Francisco e Santa Luzia.

Guimarães Bezerra nasceu no interior do Rio Grande do Norte, mas reside em Recife (PE) há 16 anos. Suas peças, em argila, são baseadas no universo circense e tem como características peculiares as cores fortes e alegres do frevo e do maracatu, ritmos marcantes da cultura pernambucana.

A Feira também conta, pela primeira vez, com a presença dos índios da tribo Xingu, que estão expondo produtos de artesanato e fazendo apresentações de danças.
Índios da tribo Xingu: artesanato e danças

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