sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Norte-americano sucesso na internet terá suas aulas disponibilizadas pelo MEC no Brasil

Salman Khan

Aulas do norte-americano Salman Khan, o professor que tomou conta da internet deverão ser disponibilizadas devidamente traduzidas para os professores da rede pública brasileira. 

Este foi um dos entendimentos do encontro entre o educador Salman Kahn, 34 anos, e a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, nesta sexta-feira (18).

Salman Khan chamou a atenção de estudantes de todo o mundo, no ano de 2004, ao fazer vídeos de curta duração (aproximadamente 10 minutos) sobre vários conteúdos nas áreas de Matemática, Química, Física e Biologia, e postar no youtube.

O objetivo inicial era ajudar seus primos nos estudos. Mas, em pouco tempo, alcançou milhões de pessoas e os vídeos que tinha público bem limitado passou a atingir estudantes de todas as partes do planeta.


Com o êxito alcançado e a resposta de uma imensa massa de estudantes, Salman Khan fundou uma instituição com maior amplitude para planejar e produzir aulas para internet - a Khan Academy. Com cerca de 40 profissionais, a Khan Academy produz aulas e exercícios que são disponibilizados em 10 línguas e acessados em mais de 200 países.

"O aluno tem que ver seu professor como alguém que está ali para ajudá-lo a vencer desafios", diz Salman Khan.

Segundo Khan, passar de ano, no modelo de ensino atual, não garante que o estudante aprendeu o conteúdo esperado. "Os estudantes têm falhas em seu aprendizado, em multiplicação, por exemplo, e ainda assim são encaminhados para o próximo ano na condição de aprovados. Irão enfrentar a trigonometria sem saber multiplicação. Dessa forma, eles irão acumular fracassos ao longo dos anos e terão cada vez mais dificuldades", argumenta Khan.

A Khan Academy, além de produzir material didático, tem um software que permite aos professores estabelecerem mudanças no formato de suas aulas.O software mostra para o professor qual o nível de cada aluno em cada conteúdo de sua disciplina, ajudando ao educador no auxílio que deve ser dado ao estudante.

A idéia de Salman Khan é que os professores tenham mais tempo para dedicar aos alunos e, consequentemente, às suas dúvidas sobre determinados conteúdos. Na apresentação dos vídeos, os alunos têm a possibilidade de pausar as explicações, repeti-las tantas vezes sejam necessárias, sem nenhum constrangimento, até entender.

Sobre a distribuição de equipamentos de informática e tecnologia aos alunos, Salman Khan é categórico: "Não basta botar um punhado de computadores e tablets dentro das salas de aula. A idéia é integrar a tecnologia com a maneira que ensinamos e aprendemos".

O Ministério da Educação pretende inserir as aulas traduzidas nos tablets que serão distribuídos aos professores, disponibilizar em página na internet e exibir na TV Escola.

Fundação Lemann na frente

Salman Khan veio ao Brasil para participar de encontro promovido pela Fundação Lemann com empresários, representantes do setor educacional e jornalistas. O evento ocorreu na manhã desta sexta (18) no Museu da Imagem e do Som (MIS), São Paulo.

A Fundação Lemann disponibiliza, atualmente, 400 aulas da Khan Academy devidamente traduzidas em sua página na internet. Uma versão do software de Salman Khan está sendo utilizado em projeto desenvolvida na rede pública paulista. Projeto que deve ser aplicado agora em 2013 em 200 salas de aula e atingir a cerca de 6.000 estudantes.

Aulas traduzidas de Salman Khan estão sendo utilizadas, desde 2010, na rede municipal do Rio de Janeiro como material de apoio para professores e alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. 

Salman Khan tem dois diplomas no Massachusets Institute of Technology e um MBA na Universidade de Harvard. Fêz seus primeiros vídeos para ajudar uma prima de 10 anos a aprender Matemática. Estendeu depois o auxílio a outros parentes através de postagens no youtube. O sucesso obtido com as aulas na internet chamaram a atença de Bill Gates. Hoje, a Khan Academy conta com o apoio de vários parceiros mundiais, sendo Bill Gates um deles, e atua em várias partes do mundo sem fins lucrativos. No Brasil, a parceria tem sido com a Fundação Lemann.







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