quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Prazo para inscrições no Ciência sem Fronteiras é prorrogado até 24 de janeiro

Pedro Nehme, estágio na NASA

As inscrições para o programa Ciência sem Fronteiras, que seriam encerradas nesta segunda-feira (14), foram prorrogadas pelo Ministério da Educação até o dia 24 de janeiro. 

Criado em julho de 2011, o programa que incentiva a internacionalização do conhecimento e do ensino já levou cerca de 20 mil estudantes brasileiros para universidades de ponta de países como os Estados Unidos, Coréia do Sul, Canadá, Alemanha, Inglaterra e Japão.

O programa está com vagas abertas para cursos de graduação em 15 países e oferece pela primeira vez a oportunidade de estudos em universidades da Suécia, Hungria e Noruega. 

Os interessados em participar do programa precisam ter feito mais de 600 pontos no Exame Nacional do ENSINO MÉDIO (ENEM), estudar em uma instituição credenciada e ter cumprido mais de 20% do curso de graduação. Podem também participar estudantes de pós-graduação que estejam nas áreas prioritárias de ciências exatas e biológicas de instituições que aderiram ao programa. 

Retorno de qualidade 

O estudante de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB), Pedro Nehme, 21 anos, participante do programa Ciência sem Fronteiras, regressa dos Estados Unidos depois de fazer parte de seleto grupo de estudantes que passou nove meses na cidade de Washington, com direito a estágio na NASA (Agência Espacial Americana). 

"Foi uma experiência excepcional. O diferencial não está só na estrutura, mas nas pessoas. Eu estagiava no mesmo prédio em que um vencedor do Prêmio Nobel trabalhava. Fico feliz de ter feito parte de um projeto capaz de ajudar a observar as estrelas com mais facilidade que será lançado apenas em 2015", disse Pedro Nehme 

Até 2015, o Ministério da Educação espera levar mais de 100 mil alunos para estudarem no exterior. O orçamento previsto para esse importante investimento que qualifica o Ensino Superior brasileiro, e pode garantir a modernização da mão de obra nacional, é de R$ 5 bilhões. 

O Brasil ainda capenga no Inglês, idioma universal 

O consultor educacional Celso Frauches entende que o programa Ciência sem Fronteiras tem o mérito de promover a troca de experiências, mas falha na falta de planejamento para receber os profissionais e esbarra na barreira da língua. 

Diante disso, muitos estudantes optam por estudarem em universidades de pouca relevância para manter-se nas proximidades do Português. 

"O Inglês é quase universal na maioria das universidades do mundo, mas o país ainda falha no seu ensino", afirma Celso Frauches. 

Para enfrentar o problema, embora tardiamente, o Ministério da Educação lançou o programa Inglês sem Fronteiras. 

A maioria dos países exige certificado de proficiência em línguas.

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