terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Programa de Extensão da UFRN procura valorizar cultura afro-brasileira na região Seridó do RN

Valorização da cultura afro-brasileira

O Programa de Extensão do Departamento de Antropologia da UFRN dará continuidade ao projeto "Estratégias para uma educação patrimonial em comunidades quilombolas do Seridó-RN, iniciado em 2012, de discussão sobre discriminação racial e valorização da cultura afro-brasileira na região.

Com retomada das atividades no dia 18 de fevereiro, o projeto tem por objetivo mostrar a importância do combate à discriminação racial usando como ponto de partida o patrimônio afro-brasileiro existente em áreas da região Seridó. Serão ampliadas as ações desenvolvidas na comunidade de Boa Vista, município de Parelhas, com a divulgação de produtos, promoção de ações de educação patrimonial, e esforços na promoção de igualdade racial.

No ano de 2013, as ações do projeto serão estendidas a comunidades quilombolas de outras cidades da região Seridó que têm população afrodescendente e onde existe, ou já existiu, irmandade do Rosário.

Participam do programa professores e alunos de Antropologia, Ciências Sociais, História, Informática, Ciências exatas e aplicadas, Comunicação e Turismo da UFRN (Campi Natal, Caicó e Currais Novos); alunos do ensino médio de Boa Vista, Parelhas, Jardim do Seridó e Acari; Associação Quilombola de Boa Vista dos Negros; Irmandade do Rosário de Jardim do Seridó, Caicó, Serra Negra do Norte, e moradores das cidades envolvidas.

A proposta do programa é registrar as manifestações culturais, em particular, musicais e corporais ligadas a devoções religiosas, organizar oficinas e cursos, promover mostras de vídeos, exposições fotográficas, além da produção de documentários e divulgar textos sobre a cultura afrobrasileira no Seridó. 

A ideia é compartilhar o conhecimento sobre a realidade das populações afrodescendentes em diversos municípios, através da criação de um banco de dados, tornar disponíveis as informações de cunho antropológico, histórico e arqueológico na Internet (museu virtual) e propor ações produtivas tendo como tema a presença afrobrasileira no Seridó.

O projeto é coordenado pela professora Julie Cavigne, do Departamento de Antropologia da UFRN.




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