sexta-feira, 15 de março de 2013

A catequese do padre Jorge, um jesuíta

Francisco, o Papa jesuíta


Dom Jorge Mario Bergoglio, agora Papa Francisco, surpreendeu aos que esperavam a escolha do novo sumo pontífice, por ser latino-americano e jesuíta, fato inédito na história da Igreja Católica.

Pela escolha do nome, que refere-se ao santo, São Francisco de Assis, acredita-se que seu papado seja dedicado aos menos favorecidos. A escolha de um jesuíta representa a opção pelo caráter missionário e voltado para as causas sociais da Igreja Católica.

A Companhia de Jesus construiu o catolicismo na América Latina, com o trabalho missionário, e aqui no Brasil, foi responsável pela catequese dos indígenas, no surgimento do país, nos anos 1500.

Hoje, a atuação dos jesuítas se estende, além da religiosidade e voto de pobreza, aos aspectos educacionais. No Brasil, temos faculdades católicas, coordenadas pelos jesuítas, como a Unisinos, que está presente em diversas capitais brasileiras, e aqui, no Nordeste, a Universidade Católica de Pernambuco e o famoso colégio Antônio Vieira, em Salvador, também dirigidos pela congregação.

O novo Papa já deixou bem claro o perfil humilde que tem, quando em seu primeiro discurso, inclinou-se perante os fiéis. A expectativa é de que seu pontificado se volte para a catequese e evangelização dos fiéis, e também, para o combate de problemas sociais, como drogas, violência e prostituição, tão presentes na sociedade atual.

Francisco é descendente de italianos, e já está sendo conhecido como o Papa da simplicidade, porque fez voto de pobreza e quando arcebispo de Buenos Aires, na Argentina, andava de ônibus, cozinhava sua própria refeição e reagia aos erros do poder.

Ele também se formou como técnico químico, estudou as ciências humanas e ensinou as disciplinas de literatura e psicologia em colégio da congregação.

Com sangue latino-americano, se deixarem, o papa vai escrever sua história na mente de cada cristão.

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