domingo, 24 de março de 2013

Companhia Bagana se apresenta em Natal nas comemorações dos 109 anos do Teatro Alberto Maranhão

Companhia Bagana: a grande atração dos 109 anos do TAM
Com o espetáculo "Nas ondas do Rádio com Chiquinha Gonzaga", o grupo mossoroense, Companhia Bagana, se apresenta nesta quarta-feira (27), às 19h, no Teatro Alberto Maranhão, bairro da Ribeira, em Natal, com entrada gratuita. A apresentação acontece dentro das comemorações do aniversário de 109 anos do Teatro Alberto Maranhão. 

O musical, criado em 2011, se passa em um programa de rádio e divulga 14 canções de autoria de Chiquinha Gonzaga, numa alusão a era dos cantores do rádio. O espetáculo tem 40 minutos de duração e 07 peças em cena - quatro cantoras, uma locutora e dois músicos. A produção geral é de Joriana Pontes.

Maestro Leonardo Cunha
A noite dos 109 anos do Teatro Alberto Maranhão (TAM) será fechada com a apresentação da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte com a batuta do maestro Leonardo Cunha. A Orquestra Sinfônica contará também com a participação do clarinetista pernambucano Enéas Albuquerque e do clarinetista João Paulo de Araújo - professor de clarineta e saxofone da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) 

As atividades alusivas ao Dia Mundial do Teatro e aos 109 anos do Teatro Alberto Maranhão começam na terça-feira (26) com a apresentação da peça "Ludique" pelo Grupo de Teatro do CEI. A peça será encenada às 18h, com entrada gratuita, no Teatro de Cultura Popular "Chico Daniel", bairro do Tirol, Natal.

Na peça, o grupo procura contar como se construiu a magia do teatro, o figurino da beleza, as cores do sentimento e da emoção. A peça é feita a partir do texto de Carlos Correia Santos, com direção e adaptação de Ruth Freire, direção musical de Liana Monteiro, e iluminação de Castelo Casado.

A história do Teatro Alberto Maranhão

O Teatro Alberto Maranhão é monumento tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Rio Grande do Norte. Conserva linhas e elementos da arquitetura francesa do final do século XX, além de cerâmica belga como revestimento do piso de entrada e da plateia. Sua construção teve início em 1898, obedecendo a planta do engenheiro José de Berredo, no Governo Ferreira Chaves, sob a direção do Major Theodósio Paiva.

Já, em 1910, o Teatro Carlos Gomes, como era chamado àquela época, conservava a forma de chalé, com 18,3 metros de largura por 78,6 de extensão, tendo três portas e uma escultura de Mathurin Moreau, denominada “arte”, encimando a fachada. No segundo Governo de Alberto Maranhão, o Teatro sofreu nova reforma, ganhando um pavimento superior, portões e grades de ferro vindas da França (Fundição Val de Osnes), assim como os balcões e obras de arte na fachada. A Gran-Campañia Española de Zarzuela, Opera y Opereta Pablo López reinaugurou o teatro no dia 19 de julho de 1912 com a opereta “Princesa dos dólares” de Leo Fall.
Teatro Alberto Maranhão, bairro da Ribeira
Em 1957, sendo o Teatro da municipalidade, o Prefeito de Natal, Djalma Maranhão, mudou a sua denominação para Teatro Alberto Maranhão. Em 1959 teve nova reforma, sendo reaberto em 24 de março de 1960. Em 1977, o Teatro foi equipado com ar condicionado central. Em 1998, já sob a responsabilidade da Fundação José Augusto, foi restaurado, sob supervisão técnica da Coordenadoria do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado, com recursos da Fundação Banco do Brasil.

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