domingo, 7 de abril de 2013

Macau merece respeito: Casa de Cultura Popular está abandonada e destruída

Casa da Cultura: abandono total e absoluto
A situação da Casa de Cultura de Macau se contrasta com o desenvolvimento que tem mudado a cara da tradicional cidade pólo da região salineira.

Na contramão, a Casa de Cultura de Macau está desativada e entregue ao abandono. Não é fácil deixar no abandono qualquer coisa ligada a cultura numa cidade como Macau, que respira e valoriza a cultura o tempo todo.

Afinal de contas, quem é mesmo o responsável pelo abandono da Casa de Cultura de Macau? Quem virou as costas para um prédio tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural e que foi restaurado para abrigar e dar ênfase ao potencial artístico e cultural da cidade e região?

Muitos gestores não conseguem lidar bem com estruturas de alvenaria, já que essas não têm como bajular, mostrar respeito caricatural o tempo todo, elogiar o que está errado.

A matéria de Ivo Freire, enxuta e direta, mostra de quem é a responsabilidade por tamanho disparate e revela o nível de estranheza diante do que está acontecendo em Macau, um dos berços culturais do Rio Grande do Norte.


A Casa de Cultura Popular da cidade de Macau está desativada e completamente abandonada


Instalada em um prédio histórico adquirido pelo Governo do Estado à família do ex-prefeito Albino Mello, na administração Wilma de Faria, hoje, o ponto de cultura, como é mais conhecido pela população, serve para acúmulo de lixo, abrigo a drogados e para a prática de sexo.
Casa de Cultura virou abrigo de drogados...
De responsabilidade do Governo do Estado, através da Fundação José Augusto, a Casa de Cultura de Macau dispunha de auditório para 80 pessoas, galeria de arte, biblioteca e salas para oficinas de artes plásticas e cênicas.

Nos últimos meses a Casa de Cultura deixou de ministrar cursos à população e de fomentar a cultura local. A prefeitura do município fez recentemente a coleta do lixo que se acumulava no local. 
...e depósito de lixo
Inaugurada em 19/05/ 2004, a Casa de Cultura de Macau foi denominada Palácio dos Salineiros de Macau. Para a sua instalação o Governo do Estado investiu R$ 280 mil, através da Fundação José Augusto. Foram R$ 160 mil para aquisição do imóvel, R$ 30 mil na aquisição de moveis e equipamentos e R$ 90 mil na restauração do prédio.

O casarão possui 550 metros quadrados de área construída e é tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural.


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