segunda-feira, 22 de abril de 2013

Programa Ciência sem Fronteiras vai investir em profissionais que atuam em empresas privadas

Originariamente voltado para estudantes de universidades públicas, o Programa Ciência sem Fronteiras vai investir também em profissionais de empresas e institutos de pesquisa que atuam em áreas consideradas prioritárias, como engenharia, biomédicas, computação e tecnologia, fármacos e biotecnologia.

Glaucius Oliva, presidente do CNPq
A nova modalidade do Ciência sem Fronteiras priorizará inicialmente as instituições que fazem ciência para atender a determinada necessidade do país. 

"O sistema de inovação tem um tripé: a universidade, as empresas e os institutos de pesquisa e tecnológicos, que fazem ciência sob demanda", disse o presidente do CNPq, Glaucius Oliva.

Serão oferecidas inicialmente 7 mil bolsas para profissionais que trabalham em empresas e institutos de pesquisa possam estudar no exterior. Para que o intercâmbio seja feito, será exigido que a empresa ou instituto mantenha o salário do profissional durante a temporada no exterior.

O Ciência sem Fronteiras complementará o valor da bolsa que deve ser, no caso dos Estados Unidos, de US$ 1,3 mil e US$ 2,1 mil, dependendo do nível do profissional beneficiado.

A nova modalidade abrangerá duas categorias de profissional: júnior e sênior. No primeiro caso, será necessário ter curso superior e atuar em um das áreas consideradas prioritárias. No caso da bolsa sênior, o profissional terá de comprovar pelo menos cinco anos de experiência em pesquisa e inovação nessas mesmas áreas.

A ideia é que esses profissionais passem uma temporada em empresas ou institutos no exterior para aperfeiçoamento e desenvolvimento de projetos direcionados. “Esse bolsista não sairá do Brasil para fazer um doutorado. Ele irá com um foco específico: fazer um sistema de automação, um sistema de controle, um dispositivo sensor para melhorar a produção”, exemplificou o presidente do CNPq.

As atuais modalidades do programa priorizam pessoas com vínculos com universidades, seja na graduação ou na pós-graduação, mas excluem quem faz pesquisa e desenvolvimento fora da academia. “É para esse universo (empresas e institutos de tecnologia) que estamos desenhando esse novo modelo de bolsa”, concluiu Glaucius Oliva.

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