sábado, 11 de maio de 2013

Governo brasileiro vai importar 6 mil médicos cubanos para resolver crise da Saúde

O governo brasileiro está preparando a importação de um grande contingente de médicos cubanos visando resolver a crise de falta de médicos em áreas interioranas do país.

Para começo de conversa a importação abrange o número de 6 mil médicos cubanos. A medida, segundo o governo, se faz necessária já que os médicos formados pelas universidades brasileiras fazem tudo o que for necessário para se situarem em conglomerados urbanos.

Anúncio de Antonio Patriota
O anúncio da importação de médicos foi feita na segunda-feira (6) pelo ministro das Relação Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, depois de encontro com o embaixador cubano, Bruno Rodrigues. 

Estamos nos organizando para receber um número maior de médicos aqui, em vista do déficit de profissionais de medicina no Brasil. Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e à qual atribuímos um grande valor estratégico", informou o ministro.

Valor estratégico à parte, essa questão evidencia uma absurda falta de planejamento estratégico das universidades brasileiras e do próprio ensino superior do país.

A vinda dos 6.000 médicos cubanos também não é garantia de que municípios do interior de regiões como o Norte e Nordeste do país estarão plenamente contemplados. As facilidades do capitalismo são extremamente viciantes para pessoas que vivem debaixo de regimes fechados e decadentes. Existe a possibilidade de os cubanos, com dinheiro de verdade no bolso, decidirem também que lugar bom de trabalhar e de morar é na cidade grande.

Dilma Rousseff despertou

O despertar da presidente Dilma Rousseff para a possibilidade de usar médicos cubanos para resolver problemas crônicos da Saúde brasileira, ocorreu durante visita sua a Havana em janeiro de 2012. A intenção do governo brasileiro é levar os cubanos para trabalhar em cidades do interior do Brasil onde hoje não há atendimento e onde os médicos do País não querem trabalhar.

O Brasil, no entanto, terá que encontrar uma solução para a autorização de trabalho para esses médicos. Hoje, médicos formados no exterior precisam fazer uma prova de revalidação do diploma, o Revalida, em que menos de 10% dos que tentaram nos dois últimos anos foram aprovados. "Ainda estamos finalizando os entendimentos para que eles possam desempenhar sua atividade profissional no Brasil, no sentido de atendimento a regiões particularmente carentes do País", explicou Patriota.


Matéria feita utilizando texto da Agência Estado

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