terça-feira, 28 de maio de 2013

Primeiros meses de 2013 são os piores nos últimos quatro anos na geração de emprego no setor de Comércio e Serviços do RN

Os números divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na terça-feira (21) mostraram queda livre na geração de empregos no setor de Comércio e Serviços do Rio Grande do Norte - que é exatamente o que mais gera emprego no Estado.

Queda na geração de emprego
No balanço entre contratações e demissões, entre janeiro e abril deste ano, o setor de Comércio e Serviços registrou um saldo ainda positivo de 1.435 vagas. Ainda positivo porque a queda do mesmo período de 2012 para 2013 foi acentuada.

No ano de 2010, o saldo positivo de empregos neste mesmo período foi de 3.260 novas contratações. Em 2011 foi de 3.557 novas contratações. No ano de 2012 foi de 3.851 admissões.

O resultado pífio do setor no primeiro quadrimestre foi puxado sobretudo pelo segmento de Comércio, que registrou queda de 556 empregos no período, contra um saldo positivo de 2.009 vagas emplacado pelo segmento de Serviços, este puxado sobretudo pelas atividades de Ensino e de Corretageme Administração de Imóveis.

O presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz, explica que alguns fatores contribuíram para este quadro. Ele cita, antes de mais nada, uma questão local. 

Queiroz aponta turismo fraco
 “Há alguns meses vimos chamando a atenção para o péssimo momento vivido pelo nosso turismo. Nossa média de ocupação hoteleira, que vinha oscilando entre 85% e 95% nos últimos três anos neste período, hoje não passa dos 55%. Isto quer dizer que perdemos quase metade dos turistas que nos visitaram em anos anteriores. Isto tem gerado um círculo vicioso extremamente perigoso para nossa economia”, diz Queiroz.

O empresário registra que sem o fluxo de turistas o comércio vende menos e, por consequência, emprega menos. E este impacto negativo se estende por mais de 50 atividades ligadas diretamente ao turismo. 

Marcelo Queiroz chama a atenção ainda para os problemas de infraestrutura e para a falta de divulgação do nosso destino. “Tudo isto gera um cenário de abandono e de derrocada para o turismo, que tem uma importância historicamente muito grande para a nossa economia. Começam a surgir problemas como o definhamento da nossa malha aérea. Hoje, Natal, sob este ponto de vista, já é um dos destinos mais caros e com voos mais longos e desgastantes do Brasil. São coisas que afastam os turistas”, lamenta o presidente da Fecomércio - instituição representativa dos setores do Comércio, Serviços e Turismo.

No balanço do quadrimestre, o Rio Grande do Norte, incluindo os outros setores da economia, registra um saldo negativo de nada menos que 3.976 empregos formais.

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