domingo, 23 de junho de 2013

É viável o passe livre estudantil. É só querer.

Ônibus leva os estudantes para as cidades maiores
Por Tadeu Oliveira

Das manifestações ocorridas no país, até o presente momento, a que tem mais clareza dos fatos e reivindicações é o Movimento Passe Livre (MPL). Trata-se de uma associação de jovens, com sede em São Paulo, que luta com um objetivo definido: redução das tarifas nos transportes urbanos.

Embora logrando êxito, eles deveriam ir mais além e buscar a total isenção de passe para a classe estudantil em todo o país, como tem por finalidade o movimento.

Eu acredito que o passe livre seja viável para os estudantes, inclusive para a região da Grande Natal. Para os desavisados, informo que o governo federal sinaliza nesse sentido com ampliação do programa nacional de transporte escolar.

Numa parceria feita com o Governo do Estado, o Rio Grande do Norte vem sendo beneficiado com o programa “Caminho da Escola”, presente em quase todos os municípios com ônibus circulando diariamente com os estudantes da zona rural e urbana, e também nos bairros periféricos de Natal.

Porém, a ampliação do programa, que tem apoio local do senador José Agripino e de seu filho, deputado Felipe Maia, seria mais justa com a integração regional utilizando transporte de massa com a tarifa que seria rateada entre as classes produtoras, governo, municípios, programas como o FAT e outros meios.

O estudante de classe popular precisa ser mais estimulado para ir à escola por todo ano letivo, além de projetos que já existem como bolsa família e redução dos custos na aquisição do material didático, o passe livre seria de grande incentivo.

Problema é que no Brasil quando algo beneficia a classe trabalhadora o mundo cai. Preste atenção, somente no segmento educacional, e esse é meu campo de atuação jornalística, o governo assegura diversos programas de financiamento, inclusive para elites universitárias.

Por exemplo, através da CAPES, doutores recebem bolsas de estudos para pós-graduação no exterior, inclusive para elevado estudo da medicina, mas quando eles voltam não ficam a serviço da classe operária, cobram consultas acima do preço de mercado e nem aceitam convênio com planos de saúde. No entanto, receberam especialização de alto nível pagas com o nosso dinheiro, o dinheiro público.

O certo é que quando a bolsa é para filho de pobre vira vitrine de desabafo. Tudo é complicado para estudantes de classe popular, até o direito constitucional de manifesto.

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