terça-feira, 25 de junho de 2013

Triste Copa das Confederações: precisa de cachorros ferozes para garantir seus jogos

A Polícia Militar de Minas Gerais admitiu em entrevista coletiva nesta terça-feira (25) que os manifestantes podem conseguir bloquear o acesso ao estádio do Mineirão, palco da semifinal da Copa das Confederações entre Brasil e Uruguai. O jogo acontece na tarde desta quarta-feira (26) na cidade de Belo Horizonte. 

Cães ferozes à serviço da FIFA
O coronel Márcio Martins Sant'ana, comandante da PM mineira ouviu a voz da razão e voltou atrás em seu discurso feito no dia anterior quando dizia estar preparado para um confronto que seria inevitável com os manifestantes.

O coronel percebeu que não se brinca com 100, 200 ou 300 mil pessoas que saem às ruas para pedir melhorias em sua cidade e em seu país. 24 horas após ter falado muito grosso, o experiente comandante amansou a conversa e assumiu que  é suicídio buscar o confronto.

"É impossível a polícia atuar contra a vontade de 100, 200, 300 mil pessoas e é impossível uma força bruta que possa impedir isso em determinado momento. Teria que acontecer uma mensagem clara de uma parcela significativa da população de Belo Horizonte para não querer o evento aqui", complementou.

O coronel Márcio Martins Sant'ana, já com um discurso amaciado pela realidade disse que a polícia vai permitir que a população vá para rua e pare a cidade e as vias de acesso ao estádio, se assim desejar. "O evento fica comprometido com centenas de milhares de pessoas nas ruas. Se as pessoas quiserem se manifestar cerceando o direito de ir e vir dos outros, será assim", afirmou. 
Povo nas proximidades do Mineirão contra a FIFA
Apesar de não existir previsão de manifestações nesta quarta-feira, a polícia prometeu acompanhar as manifestações de forma pacífica e só obstruir a ação do protesto nas três áreas de bloqueio próximas ao Mineirão.

Nesse sentido também se equivoca a PM mineira. Conduz seus soldados para um confronto com reais riscos de mortes para se fazer obediente aos determínios da FIFA. Ainda tem algo muito errado neste país.

O bom é que a juventude que está nas ruas, e não é só gente de classe média, a periferia está chegando junto, não tem o mínimo respeito por quem não lhe é representativo.

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