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Médico cubano vira produto genérico para "resolver" a Saúde brasileira

Por Francisco Epaminondas (Chico Lopes)

A chegada entusiasmada dos primeiros 30 médicos cubanos na tarde do sábado (24) no Aeroporto de Guararapes, em Recife, dá início ao programa do Governo Federal que pretende resolver os problemas da Saúde no país e dá um significativo reforço financeiro, com o dinheiro do contribuinte brasileiro, ao regime comunista de Cuba.

Médicos cubanos chegam empolgados
A empolgação da tropa cubana de médicos é demonstração da satisfação de quem está trocando o limbo e a pobreza pela possibilidade do progresso social.

O programa de importação de médicos, que ganhou o apelido de "Mais Médicos", é de extrema generosidade para Cuba. Fechado para o mundo e amedrontado diante da democracia, o regime comunista de Cuba praticamente não tem o que exportar e seu parque industrial é rudimentar para os dias atuais.

Na falta de produtos manufaturados para exportação, o regime comunista de Cuba entendeu que tinha algo bom que podia interessar a países mais ricos, porém mais inconsequentes e despreparados. Tinha muito mais médicos do que necessitava. Cuba tem se tornado, até por falta de condições de investimentos em tecnologias mais avançadas, um país produtor de profissionais da Medicina básica. 

Falando em inconsequência e despreparo, nada melhor do que pensar no Brasil.

Começou exportando seus médicos para países mais incautos do que o Brasil, tendo como grande cliente inicial a Venezuela. Segundo o próprio ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que se mostra muito mais conhecedor das coisas de Cuba do que dos hospitais brasileiros, mais de 40 países subdesenvolvidos já importam médicos cubanos.

Agora chegou a vez do Brasil, que por seu tamanho, letargia e força econômica, sempre foi um alvo preferencial do regime de Cuba.

O Governo Federal do Brasil irá pagar um salário integral de R$ 10 mil a cada médico cubano. Só que o médico cubano irá receber em torno de R$ 2,4 mil - apenas 1 quarto do valor pago. 

O Governo Federal do Brasil repassará os pagamentos dos médicos a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde). A OPAS, por sua vez, pagará ao governo cubano, R$ 10 mil para cada médico. O governo cubano ficará com uma parte dos R$ 10 mil, repassará uma parte às famílias dos médicos, e outra parte, cerca de R$ 2,4 mil aos profissionais médicos que estarão trabalhando no Brasil.

O que chama a atenção é a atuação como intermediária da entidade chamada de OPAS, que no caso funciona como uma ONG qualquer. A participação dessa entidade também deverá ser investigada pelo Ministério Público do Trabalho que irá abrir uma ação contra o processo de vinda dos médicos cubanos.

Apenas o relato do que vai acontecer já mostra que a contratação dos médicos cubanos é inteiramente irregular e fere a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) do Brasil. Leis que jamais iriam contemplar a manobra de um profissional de medicina receber no final do mês apenas 1 quarto de seu salário real, do salário pago por seu empregador.

Médicos cubanos chegam a Recife
Os 30 médicos cubanos, que viram maravilhados a grandiosidade de Recife, da "Veneza Brasileira", e têm agora a oportunidade de progredir verdadeiramente na vida, além de garantir melhorias de condições sociais para seus familiares que ficaram em Cuba, podem até não fazerem questão de receberem com dignidade o fruto de seu trabalho, o salário real.

Só que a Sociedade Brasileira deve cobrar do Governo Federal obediência as leis vigentes e a valorização do profissional da Medicina, seja ele de onde for. 

Afinal de contas, o que é mesmo trabalho escravo? O que é mesmo o respeito ao trabalhador? O que foi que motivou o surgimento e alimentou o crescimento do Partido dos Trabalhadores?

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