quinta-feira, 12 de setembro de 2013

RN: Números do PNAD apontam juventude sem perspectiva e CNI lança programa

Por Tadeu Oliveira

Estatísticas que inquietam: O Rio Grande do Norte tem hoje exatamente 48.530 jovens na faixa etária de 18 a 24 anos, sem estudar, sem trabalhar, e sem qualquer perspectiva de vida. 

São pessoas em idade economicamente ativa que se concentram, em sua grande maioria, nas camadas mais pobres da população. Eles possuem baixa escolarização, e por esse motivo, apresentam deficiência na qualificação para um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e seletivo.
Senai está dentro do novo programa

É a geração nem-nem.

O estado apresenta uma estatística desafiadora, nada satisfatória dentro do segmento educacional para o futuro de sua juventude. Uma geração sem políticas públicas, sem rumo, sem governo e sem futuro. Quem afirma isso são as estatísticas oficiais.

De acordo com dados apresentados pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), tendo como base tabulação realizada a partir dos micro-dados do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios), o Rio Grande do Norte tem hoje um grupo de 48.730 jovens, na faixa etária de 18 a 24 anos, fora da escola. Jovens que não costumam procurar emprego, mas que quando procuram, não conseguem. 

Essa turma da chamada geração do nem-nem praticamente lota o estádio Arena das Dunas.

Nesta faixa etária, o Rio Grande do Norte tem 158.170 jovens fora da escola; 109.640 que estão trabalhando; 25.763 que não procuram emprego; 22.767 que procuram emprego; e 56.924 que estão dentro da escola, estudando regulamente no ensino básico. 

Diante dessa realidade, a CNI está colhendo informações em todo o país junto a professores, cientistas sociais, jornalistas e gestores públicos para definição de um projeto sobre Educação Para o Mundo do Trabalho.

A CNI quer encarar o desafio da realidade do nem-nem e promover amplo debate sobre o assunto. 

No dia 30 de outubro, haverá em Brasília, apresentação do documento final e quem sabe, as escolas abram suas portas aos jovens que foram expulsos de lá, de uma forma ou de outra.

Que venha do setor privado a iniciativa para mudar o triste quadro em área onde o Estado tem se mostrado omisso e incompetente.

O debate estadual do projeto nacional da CNI aconteceu no Rio Grande do Norte na última quarta-feira (11), no auditório da Fiern (Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte).

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