quarta-feira, 9 de outubro de 2013

RN: A leitura chegando na mochila de um jovem ciclista

A simulação de uma pequena biblioteca em cima de uma bicicleta pode vir a mudar o cenário da leitura no Rio Grande do Norte.

Agentes de Leitura em Natal
É um projeto que procura ser abrangente mesmo transitando na precariedade. Pode vir a ser um diferencial, mas não deve, de maneira alguma, mascarar a falta de bibliotecas públicas de verdade no interior do Estado e também na capital, Natal.

O projeto Agentes de Leitura, desenvolvido pelo Governo do RN, coloca 402 jovens pelos municípios do Estado em cima de bicicletas e carregando nas costas uma mochila com 100 livros.

Esses jovens, chamados de Agentes de Leitura, circulam pelos municípios contando histórias e apresentando obras literárias para as pessoas e famílias das mais distantes localidades do Estado.

O projeto, criado pelo Ministério da Cultura há 04 anos, faz parte do programa federal "Mais Cultura".

No Rio Grande do Norte, o projeto foi lançado em 12 de outubro de 2012 e entrou em campo no mês de maio deste ano. Pelo pouco tempo de execução é até cedo para se falar em sucesso. Mas, vale a pena conversar com gestores municipais de áreas atendidas pelo projeto para ver se eles estão interessados em investir em bibliotecas, em livros e em leitura.

A abordagem pretendida do jovem da bicicleta é lúdica e envolve brincadeiras, saraus, adivinhações e versos. Os agentes também introduzem livros infantis, lendas e clássicos com nomes do porte de Manuel Bandeira e Câmara Cascudo.

Para participar do projeto, foram selecionadas famílias beneficiadas pelo Bolsa Família que moram nos
municípios com os menores Índices de Desenvolvimento Humano.

Os jovens agentes de leitura têm faixa etária de 18 a 29 anos e Ensino Médio completo. Recebem mensalmente uma bolsa-auxílio de R$ 350.

Essa pequena bolsa-auxílio, contudo, não está sendo paga. Segundo os responsáveis pelo programa no âmbito governamental, o atraso no irrisório pagamento se deve a entraves burocráticos. Está na hora de se rever esses famosos "entraves burocráticos" que só acontecem para prejudicar o trabalhador.

Até porque um projeto como esse  para dar certo precisa ter no jovem agente um forte e convencido animador cultural. Sem o pagamento da insignificante bolsa-auxílio esse sujeito não vai tem empolgação alguma.

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