quinta-feira, 14 de novembro de 2013

7º SEL da UFRN: A celebração da profissão de Educador

Alexandre Lopes fala no 7º SEL
Por Isaias Oliveira, Revista Foco/Anote Brasil

A passagem do professor Alexandre Lopes pela mesa de conferências do 7º Seminário Educação e Leitura (7º SEL) da UFRN na tarde/noite da quarta-feira (13), estabeleceu um elo com o grande público presente que apenas o discurso das coisas feitas, o discurso do testemunho pessoal pode fazer.

O brasileiro finalista do Prêmio de Melhor Professor dos Estados Unidos em 2013 falou de sua infância, do sentimento de criança que queria ser professor.

De seu desejo de conhecer o mundo, dos estudos em Petrópolis, Rio de Janeiro. Da leitura de revistas em quadrinhos, da descoberta que Bolinha agia como jornalista e dessa maneira conhecia várias partes do mundo.

Do desejo infantil de ser jornalista como Bolinha era na história em quadrinho. Da entrada no curso de Jornalismo. Da ida para os Estados Unidos.

Do trabalho como comissário de bordo em empresa de aviação americana. Da decisão, em 2001, de retomar o sentimento de criança e ser professor.

Da opção por ser professor de Educação Infantil. Da escolha de ser professor de Educação Infantil em classe de Inclusão Social e Educacional.

Do trabalho com crianças de comportamento típico e com crianças autistas numa mesma sala de aula na Carol Elementary School, na cidade de Carol, na Grande Miami.

Da indicação, a partir dos colegas educadores de sua própria Escola, para ser indicado a melhor professor do Condado de Miami, região que abrange a gigante região metropolitana de Miami.

Falou da vitória como melhor professor da Grande Miami, da vitória como melhor professor do grande estado americano da Flórida. Falou da indicação como finalista para o Prêmio de Melhor Professor do Império, dos Estados Unidos da América.

Vale citar um trecho de sua fala que diz bem da celebração da Educação:

"Nisso tudo, jantei com o governador do estado da Flórida. Fui recebido pelo presidente Barack Obama no Salão Oval da Casa Branca. Mas o que mais me emociona é quando os pais dos meus alunos e dos meus ex-alunos ligam para mim ou me procuram pessoalmente para dizer: você merece".

Alexandre Lopes mostrou conhecimento de causa para a grande e seleta platéia do 7º SEL. Mostrou conhecimento acadêmico, conquistado com os estudos de mestrado e doutorado em universidades americanas.

Mostrou conhecimento da vida escolar, de sala de aula, do contato direto e permanente com as crianças, sejam elas de qual nacionalidade for, tenham elas comportamento típico (normal), tenham elas deficiências. Conhecimento que apenas um professor de sala de aula, que tem a real noção da grandeza de sua profissão, tem.

A celebração da Educação com a presença de um professor do porte de Alexandre Lopes vai bem além dele. É a celebração da grandiosidade da profissão e da categoria do professor.

O grande público atento, silencioso, emocionado, formado por educadores e por estudantes de pedagogia, estava vendo nele, no seu depoimento humano carregado de sabedoria e de cidadania, como a profissão de Professor é grande.

O professor é muito maior do que o Sistema quer que ele acredite. Ele é maior do que o próprio sistema e é ele quem tem os instrumentos e a condição de estabelecer mudanças no próprio sistema e na sociedade como um todo.

Porque é ele que estabelece o elo para que aconteça o processo do ensino/aprendizagem. É o professor que conduz a formação de milhões de pessoas em todo o mundo. É ele quem, de fato, faz a diferença.

O 7º SEL acontece de 11 a 14 deste mês no auditório do Hotel Praiamar, em Ponta Negra, Natal.

É o maior evento do gênero no país. Durante os dias de sua realização consegue transformar a cidade de Natal na capital da Educação e Leitura do Brasil, e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte na grande universidade da Educação e Leitura do Brasil.

Evento que, por sua força e abrangência, consegue deslocar as discussões e iniciativa de Educação e Leitura do eixo Sul-Sudeste para o Nordeste brasileiro, para a Praia de Ponta Negra. Discussões e conferências espetaculares, como a de Alexandre Lopes, que acontecem sob os olhares do Morro do Careca.

Nenhum comentário:

Postar um comentário