terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Escolas Estaduais: Falta de professores compromete ano letivo de 2013

Repercute em todo Estado a matéria publicada na edição de domingo (1º) da Tribuna do Norte sobre a real situação da rede estadual de educação.

Em pauta inteligente e indo onde está a notícia, a repórter Daísa Alves acompanha horário de aula na tradicional Escola Estadual Winston Churchill, na Cidade Alta.

Percebe a sala de aula do 1º do Ensino Médio, turno vespertino, esvaziada. Observa que naquela tarde os poucos alunos existentes só tiveram aula de Geografia. As disciplinas seguintes de Filosofia e de Português, não tinham professor. Sem professor, sem aula.

Churchill tem falta de professores
Na Escola Estadual Anísio Teixeira, em Petrópolis, também faltam professores para várias disciplinas. Não existem professores de Geografia, Biologia e Sociologia para turmas do 2º ano do Ensino Médio.

Na Escola Estadual Edgar Barbosa, bairro de Lagoa Nova, cinco turmas chegam ao fim do ano sem professores para Matemática, Inglês, Física, Filosofia e Geografia.

A repórter procura entender o caos que vive a Educação Estadual do RN. Busca explicações na Secretaria de Educação do Estado. Fala com a secretária de Educação, Betania Ramalho.

A rede estadual tem 167 escolas em Natal. 22 dessas escolas estão em situação de emergência, diz a Secretaria de Educação.

São escolas onde faltam professores para várias disciplinas, entre elas, Português e Matemática.

São escolas onde os alunos correm o risco de chegar ao fim do ano letivo ser ter nenhuma aula dessas disciplinas.

A Secretaria de Educação do RN alega que a nova carga horária de 25 horas semanais em sala de aula, e 05 para planejamentos e outras atividades, agravou o já existente déficit de professores nas escolas estaduais.
Sem professor, sem aluno

A Secretaria de Educação do RN, segundo a reportagem, planeja repor a falta de aulas pela inexistência de professores, até agora, com a reposição de conteúdo e não de carga horária.

Antes precisa ter mais professores, e precisa também saber a real situação das escolas para estabelecer um planejamento emergencial. Tudo isso acontecendo no mês de dezembro, e é exatamente no mês de dezembro, mais especificamente no dia 23, que está previsto o encerramento do ano letivo 2013.

Em seguida, transcrevemos um bate-papo da repórter da Tribuna do Norte com a secretária Betania Ramalho, gestora responsável pela rede estadual de ensino.

“Há uma iniciativa tardia. É um problema de gestão”

Repórter – Qual o número de turmas sem professores?

Betania Ramalho – Na jornada pedagógica vamos começar fazendo essa avaliação. Começa nesta quarta-feira. Sabemos que tem 22 escolas em dificuldades. A própria Secretaria deixa de estar mais próxima desses dados por causa do volume muito elevado de atribuições.

Repórter – Por que o levantamento não aconteceu antes?

Betania Ramalho – Vocês têm que entender a quem cabe a responsabilidade. Não é possível que cheguem ao final do ano com uma notícia dessa para a gente. A Secretaria se surpreende porque se você é diretor, não pode deixar que isso aconteça. Há uma iniciativa tardia. É um problema de gestão.

Repórter – De quem é a responsabilidade da apuração das faltas?

Betania Ramalho – Tem que cobrar a direção da escola, cobrar do diretor da Dired, antes de cobrar de mim, por que tem coisas que a gente nem fica sabendo. Se eu sou o diretor de uma escola e me está faltando professor eu não dou um passo sem resolver isso, vou até a governadora se for preciso.

Repórter – Quanto ao esvaziamento das aulas pelo desestímulo, a que a senhora atribui?

Betania Ramalho – O diretor e equipe pedagógica têm que ter capacidade de chamar esses alunos para motivar o aluno, isso é parte da gestão da escola.

Nenhum comentário:

Postar um comentário