terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Justiça Eleitoral afasta Rosalba Ciarlini do governo por abuso de poder

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte determinou imediato afastamento da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) por abuso de poder político e econômico na campanha municipal de Mossoró, no ano de 2012.

Por 5 votos contra 1, os juízes do TRE votaram a favor da inelegibilidade de Rosalba Ciarlini e pelo seu afastamento imediato do cargo.

O afastamento deve acontecer assim que o acórdão seja publicado no Diário Oficial da Justiça Eletrônico.

A decisão foi tomada em sessão na tarde desta terça-feira (10).

Rosalba e Cláudia Regina
A governadora Rosalba Ciarlini é acusada de usar a máquina pública estadual a favor de seus candidatos na eleição mossoroense, Cláudia Regina e seu vice, Wellington Carvalho.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, Rosalba  usou indevidamente o avião do Governo do Rio Grande do Norte, para participar da campanha mossoroense. 

Entre o dia 15 de julho e 7 de outubro de 2012, o avião do Governo do Estado fez 17 viagens de Natal a Mossoró, que está distante 278 quilômetros da capital.

Segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de São Paulo, chegaram a ser feitas nada menos que 56 viagens pelo avião do Governo do RN a Mossoró no período de campanha.

Constatado o uso indevido da máquina pública, a utilização recorrente do avião do Governo do RN, o Tribunal Regional Eleitoral decidiu pelo afastamento da governadora Rosalba Ciarlini, e imediata posse do vice, Robinson Faria.

Em nota, o vice-governador Robinson Faria diz que vai cumprir seu papel constitucional e não lhe move o revanchismo, nem a mesquinhez política.

"O importante é que, seja qual for a conjuntura, não tomarei nenhuma decisão ou atitude que provoque um ambiente de insegurança administrativa ou jurídica. Cumprirei o meu papel constitucional.

É oportuno que fique claro que não me move o revanchismo, não me motiva a mesquinhez política, não me orientam as disputas eleitorais extemporâneas, não tenho interesses partidários menores.

Cumpro e cumprirei sempre o papel que a Constituição me atribui, com as prerrogativas que a lei me garante, e pronto para contribuir com as instituições democraticamente constituídas", afirma Robinson.

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