segunda-feira, 2 de junho de 2014

A mágica bola de Marinho, sem precisar usar cartola

Por Tadeu Oliveira

A última vez que falei com craque de bola Marinho Chagas foi durante abertura da Arena das Dunas à imprensa, em Natal (RN). Quando encontrei, logo fiz a pergunta clássica que qualquer outro repórter faria no momento: Marinho, o que acha da nova praça de esporte de Natal?  Ele respondeu imediatamente: “É uma coisa mágica”. “Aqui tudo é mágico”.

E ele tem razão.  Tudo é mágica no futebol, sim. E Marinho foi um grande profissional da magia quando ele transformou futebol em espetáculo, em mágica encantando milhares e milhares de torcedores pelo mundo afora. Ele driblou não só seus adversários, mas outros longe dos gramados, inclusive cartolas.

Em campo, Marinho demonstrou habilidade de um mágico rebelde quando na Copa do Mundo de 1974 a rebeldia realizou jogadas avançando pela lateral em direção ao gol. Posição que agora na modernidade é apelidada de posição de ala esquerda.

Hoje, são poucos jogadores que teimam ou tentam imitar sua jogada, alguns repetem. Mas, como um bom mágico, Marinho era ciente que a revelação da mágica ao público acaba seu valor. E isso ele leva para eternidade.

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