segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Novo governo do RN: Robinson Faria forma secretariado e prega necessidade de superação

O novo secretariado e o desafio de quebrar paradigmas

Por Isaias Oliveira
Matéria publicada na edição deste mês da Revista Foco

“Vamos quebrar paradigmas”, essa frase foi uma das mais ditas pelo candidato Robinson Faria durante a campanha eleitoral. Quebrar paradigmas significa quebrar, ultrapassar modelos e práticas vigentes. Como candidato conseguiu quebrar o paradigma de vencer uma eleição estadual no Rio Grande do Norte sem ter apoios das grandes lideranças políticas que estavam no palanque de seu adversário, o ex-deputado Henrique Alves, então presidente da Câmara Federal.

Em seu discurso de posse, Robinson Faria falou de seu isolamento político: “nunca houve na história política do Rio Grande do Norte um candidato a governador tão abastecido de solidão”. Provavelmente essa afirmação aponte a ausência de lideranças consolidadas em seu palanque, mas também fale de uma espécie de “solidão” que tem eco no povo, que sente que o anseio popular se faz presente. Anseio que tende a crescer no “vazio” gerado pela ausência das grandes lideranças e de seus interesses. Anseio popular que dispensa interprete já que o próprio povo se manifesta por si mesmo, sem necessidade de mediação.

Robinson Faria superou, ou se abasteceu da solidão, e venceu as eleições para governador, em disputa no segundo turno, com maioria de mais de 140 mil votos. Robinson também viu, já no primeiro turno, dentro de sua coligação, que pode se chamar de coligação do possível, sua companheira de chapa majoritária, Fátima Bezerra, ser eleita para o Senado Federal derrotando a ex-governadora e atual vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria.

O que era solidão de início, pela ausência de grandes lideranças no palanque, virou abundância de povo no final, abundância com a capacidade de transformar uma luta desacreditada por muitos em vitória com sabor de amplitude. Ganhou Robinson e ganhou Fátima, ganhou a chapa majoritária da coligação nitidamente menor se a medição for feita por quantidade de políticos apoiando.

Com a responsabilidade determinada por essa vitória histórica definida especificamente pela vontade popular, Robinson Faria assume o governo do Rio Grande do Norte com tarefas árduas pela frente e desafios que exigirão muita capacidade de superação de sua parte e da equipe de auxiliares que escolheu e nomeou. Superação que é uma verdadeira palavra de ordem do governador neste início de gestão. 

Superação do quadro de dificuldades financeiras e estruturais existentes e superação da máquina pública que nos últimos anos se fechou em si mesma e procurou se ocultar para a sociedade. Esse fechamento distanciou ainda mais o poder público de seu objetivo: o de servir bem a coletividade.

Na escolha da equipe de governo a orientação pelo critério técnico sem prejuízo do fator político. Na posse dos secretários George Câmara (Esporte e Lazer), Zaidem Heronildes da Silva Filho (Justiça e Cidadania), e do novo controlador geral do Estado, Ricardo Furtado, o governador deu ênfase ao seu discurso de superação do quadro atual do Rio Grande do Norte e de construção de uma nova prática de lidar com a coisa pública. “Este não é um governo de conveniências, é um governo de convicções”, disse Robinson Faria.

Robinson quer superação
Diante da afirmação que se fundamenta na convicção, Robinson Faria deve ter escolhido seu secretariado dentro de critérios técnicos e de conduta ética. O novo secretariado do Governo do Rio Grande do Norte, que tem a tarefa de superação dos problemas existentes no Estado em praticamente todas as áreas da administração, alguns crônicos e outros agravados nos últimos quatro anos, tem nas três pastas mais visíveis para a opinião pública e que representam parte significativa da imagem do governo para o povo, Educação, Saúde e Segurança Pública, respectivamente os nomes de Francisco das Chagas Fernandes, José Ricardo Lagreca e Kalina Leite Gonçalves.

São nomes experimentados no serviço público e com qualidades reconhecidas em seus âmbitos de atuação. Superação tem tudo para ser a palavra de ordem desses três auxiliares que serão o foco das atenções da sociedade nos próximos meses e anos. Educação, Saúde e Segurança têm que caminharem juntas, aponta o bom senso e a própria palavra do governador em seu discurso de posse: “Não pode haver educação sem saúde, nem saúde sem segurança, nem segurança sem educação. De tão ligadas, nessa tecedura umbilical, e de tão urgentes no clamar por soluções imediatas, confundem-se em utilidade e misturam-se nas fronteiras. São anteriores ao próprio conceito de prioridade. Urdidura do organismo coletivo”.

O professor Francisco das Chagas Fernandes tem experiência na gestão pública nacional, foi secretário de Educação Básica do Ministério da Educação e secretário executivo-adjunto do Ministério da Educação; o médico José Ricardo Lagreca é professor da UFRN e exercia o cargo de diretor geral do Hospital Universitário Onofre Lopes; a advogada Kalina Leite Gonçalves é delegada civil e já ocupou os cargos de secretária-adjunta de Segurança, corregedora da Polícia Civil e interventora da Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (Fundac).

O novo governo tem na chefia do Gabinete Civil a advogada Tatiana Mendes Cunha; na Secretaria de Tributação, o auditor fiscal André Horta Melo; na secretaria de Turismo, o engenheiro civil Ruy Pereira Gaspar; na Secretaria de Trabalho e Assistente Social, a bacharel em Direito Julianne Dantas Faria; na Secretaria de Agricultura, o geólogo Haroldo Abuana Osório; na Secretaria de Comunicação, a jornalista Georgia Nery; na Secretaria de Articulação Política, o administrador Hudson Pereira de Brito; na Secretaria de Infraestrutura, o engenheiro civil Jáder Torres; na secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, o graduado em Ciências Econômicas José Mairton França.

Na Secretaria de Planejamento e Finanças e na Secretaria de Administração e Recursos Humanos, o administrador e psicólogo Gustavo Maurício Filgueiras Nogueira: na Procuradoria Geral do Estado, o advogado Francisco Wilkie; e como Consultor Geral do Estado, Eduardo Nobre, professor de Direito; na Secretaria das Mulheres, a graduada em Psicologia Maria Teresa Freire da Costa; na Secretaria de Assuntos Fundiários e Apoio à Reforma Agrária, Raimundo da Costa Sobrinho; na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Orlando Gadelha Simas Neto (atual adjunto respondendo interinamente); na Secretaria da Juventude, a graduada em Ciências Sociais Maria Divaneide Basílio.

Na Administração Indireta, o novo governo tem na presidência da Caern o engenheiro civil Marcelo Saldanha Toscano; na presidência da Ceasa, o engenheiro Theodorico Bezerra; no Instituto Técnico-Científico de Polícia, o perito criminal federal Odair de Souza Glória Júnior; na presidência do Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais (Ipern), José Marlúcio; na direção do Departamento Estadual de Trânsito, o administrador José Marcos Freire; na direção da Potigás, o administrador Carlos Alberto Santos; na Junta Comercial, a advogada Sâmya Aby Faraj.

No comando geral da Polícia Militar, o coronel Angelo Mário de Azevedo Dantas; no comando geral do Corpo de Bombeiros, o coronel BM Otto Ricardo Saraiva de Souza; na direção do Procon, o advogado Cyrus Benavides; no Instituto de Desenvolvimento e Meio Ambiente (Idema), a engenheira agrônoma Rondinelle Silva Oliveira; na direção do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), o engenheiro agrônomo Cesar Oliveira; na direção do Departamento Estadual de Imprensa, o jornalista Paulo Araújo; na presidência da Fundação José Augusto, o produtor cultural Rodrigo César Souza de Macedo (Rodrigo Bico); no Instituto de Pesos e Medidas (IPEM), o advogado Ney Lopes Júnior; na Datanorte, o graduado em Ciências Sociais Rildo Tarquineo de Albuquerque; e como Delegado Geral da Polícia Civil, o bacharel em Direito Estênio Pimentel.

Pela frente existem paradigmas a serem quebrados, superados, e existe também a necessidade de respostas aos anseios do povo por um Governo do Estado mais eficiente, competente, humano, mais responsável, planejado, e que faça valer as pessoas por mais simples que sejam.

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