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Professor Chagas fala em dar qualidade social para a clientela das escolas estaduais do RN

Secretário Francisco das Chagas Fernandes
O secretário estadual de Educação, professor Francisco das Chagas Fernandes, reafirmou durante discurso de posse, na manhã da segunda-feira (5), no auditório da SEEC, que as políticas públicas para desenvolvimento do segmento educacional do Rio Grande do Norte devem ter continuidade, mas advertiu que todos os projetos serão reavaliados e observados, com intenção melhorá-los.

 “Não temos que zerar nada. A política pública é de Estado e não de governo, tem que ter continuidade”, disse Chagas Fernandes ao receber um relatório com quase 900 páginas da gestão que chegou ao fim.

“Espero que o relatório que recebo da professora Betânia Ramalho seja um relato do que ela gostaria de informar sobre a situação da Secretaria Estadual de Educação”, disse.

Para Chagas, toda política de governo está sujeita a continuidade, mas também ao necessário aperfeiçoamento.

A grande ênfase em seu discurso de posse foi dada para necessidade da oferta de uma Educação Pública que garanta qualidade social a sua clientela. Ele disse que o principal objetivo de sua presença à frente da educação estadual é trabalhar por essa qualidade social para todos que integram o sistema. Qualidade social que começa no direito à matrícula sem entraves burocráticos e prossegue na efetiva presença de todos na escola.

É exatamente a questão da falta de qualidade social no sistema educacional que mais preocupa o secretário. São milhares de crianças fora da sala de aula, fora de séries, repetência e evasão escolar, além de milhares de alfabetos em todo o país.

Eixos para nortear a escola pública

Para modificar a realidade de falta de qualidade social na Escola Pública, Chagas Fernandes estabelece cinco eixos que irão nortear sua passagem pela Secretaria Estadual de Educação do RN.

O primeiro deles será a formação continuada de professores. “Temos que garantir a meta 17 de educação básica do país”, afirma. 

O segundo será a gestão democrática, que não se trata de direção escolar, mas de conceito amplo que garanta a transparência nas ações pedagógicas e administrativas.

O terceiro será sobre a diversidade na inclusão social, como é o caso do  direito à educação das pessoas portadoras de deficiência.

Depois vem a aprendizagem no currículo. “Estamos atrasados sobre currículo no país, vamos ter grande trabalho para que o problema de aprendizagem esteja no cotidiano escolar” fala Chagas. 

E por fim, o que o novo secretário classifica de articular o sistema educacional. Chagas explicou que o processo educacional deve ter a colaboração de todas as esferas de poder, entre município, Estado e União, além das universidades públicas. “Isso será essencial para garantir a qualidade do ensino na escola pública” finalizou.

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