sábado, 14 de fevereiro de 2015

Ufersa: Conselho universitário aprova voto igualitário para escolha de reitor

Reunião histórica muda peso do voto na Ufersa
Acaba-se a história de dois pesos e duas medidas para a escolha de reitor em uma das universidades federais sediadas no Rio Grande do Norte. Numa reunião histórica, o Conselho universitário da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) aprovou em reunião na tarde da quarta-feira (11), o voto paritário para consulta prévia para a eleição de reitor e vice-reitor. 

A aprovação, por 9 x 4, aconteceu após acirrada discussão entre os que defendiam o avanço para uma escolha democrática e os que reacionavam em defesa da conservação de diferentes categorias de eleitores no contexto universitário. calorosa discussão durante toda a manha Três conselheiros se abstiveram do voto. 

“A reunião de hoje representou mais um avanço para universidade que trata de forma mais democrática possível, a consulta a comunidade universitária para a indicação de reitor e vice-reitor”, afirmou o professor José de Arimatea de Matos, reitor da Ufersa.

Numa disputada ainda mais acirrada pela manhã da quarta (11) foi mantida a proposta de no mínimo três anos de vínculo com a instituição para o candidato ao cargo de reitor. Alguns conselheiros sugeriram aumentar o prazo para 10 anos, mas a proposta foi rejeitada por 10 x 09. Com a paridade, já na próxima eleição, prevista para 2016, o voto dos professores, servidores técnicos administrativos e estudantes passam a ter o mesmo peso, ou seja, 33,3%. Antes, voto dos professores equivaleria a 70% e os outros 30%, divididos entre os servidores (15%) e os estudantes (A reunião história aconteceu no campus da Ufersa em Mossoró. Com a decisão do Conselho universitário, a Ufersa passa a ser a 38ª, entre as 57 universidades federais do país, a adotar o voto paritário para eleição de reitor. Os Institutos Federais também já aderiram peso igual entre os três segmentos.

Para o representante do DCE (Diretório Central de Estudantes), o aluno de agronomia, Igor Mendonça, a aprovação do voto paritário representa a democratização dos espaços universitários. “Se não há um peso igual para todos os segmentos, deparamos com uma desproporcionalidade, a paridade não se trata de uma disputa de categorias, mas um avanço para a democratização da universidade”, concluiu o representante do DCE.

Nenhum comentário:

Postar um comentário