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UFRN: Projeto promove intercâmbio de qualificação de estudantes cubanos e brasileiros na área agrícola

O Projeto de Formação e Qualificação de Profissionais Brasileiros e Cubanos tem como objetos de estudo  o cultivo de alimentos e o aproveitamento de áreas marginalizadas para a produção de biocombustíveis. Projeto que tem como parceiros a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) e a Universidade de Havana (UH-Cuba).

Coordenado, no Brasil, pela professora Cristiane Macedo, do Centro de Biociências (CB) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o projeto promove o intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes de pós-graduação dos dois países.

A temática central do estudo está relacionada à atual situação de desertificação vivida por países da América Latina. Desertificação que se acentua cada vez mais devido ao desmatamento, ao uso intensivo do solo e à irrigação mal conduzida que causa a salinização. A pesquisa é voltada para o melhoramento de plantas e da busca por alternativas aos combustíveis fósseis.

No Rio Grande do Norte, 92% do seu território é de clima semiárido, onde a presença de elevados teores de sais solúveis no solo e na água é um processo natural, e que vem afetando o desenvolvimento da fruticultura no estado.

A exemplo do Brasil, Cuba também sofre com o processo de desertificação. Assim, o projeto estuda os efeitos do estresse hídrico e salino na fisiologia das plantas, problemas referentes à concentração ou ausência de água e sais solúveis no solo, tendo em vista a seleção de espécies de interesse econômico para ambos os países, mais adaptadas ao cultivo nessas regiões.

Segundo a professora Cristiane Macedo, “a iniciativa visa introduzir espécies mais adaptadas ao cultivo em áreas salinizadas do semiárido e, ainda, demarcar características fisiológicas e bioquímicas de estresse salino que possam estar associadas ao maior rendimento em óleo, fornecendo matrizes para produção de biodiesel e viabilizando assim o desenvolvimento sustentável do agronegócio para pequenos produtores”.

Financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o projeto teve início no ano de 2012 e promove missões de trabalhos e missões estudos. As primeiras têm a proposta de enviar profissionais e pesquisadores dos dois países para ministrar palestras, cursos e elaborar projetos que auxiliem na formação dos estudantes envolvidos.

As missões de estudos promovem a ida de estudantes para instituições parceiras com o intuito de fazer intercâmbio acadêmico e obter uma formação mais diversificada. 




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