sexta-feira, 23 de outubro de 2015

UFRN: Grupo de estudos desenvolve painel de energia solar de baixo custo

O Grupo de Estudos em Tribologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está trabalhando em projeto que visa o desenvolvimento de painel de energia solar de baixo custo. O Projeto de Inovação em Energia Solar (PIES) conta também com a parceria da Incubadora de Processos Acadêmicos, Científicos e Tecnológicos Aplicados (InPacta) da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT).

Segundo o sócio da InPacta, Francisco Laércio, a ideia é usar as variações de temperatura ao longo do dia para produzir uma diferença de potencial elétrico, transformando assim energia térmica em elétrica. Isso significa que a energia seria gerada tanto de dia, quando há exposição solar, quanto à noite.

Para isso, foi desenvolvido um captador constituído de uma parte interna de níquel, cobre ou xelita, para absorver energia, e uma parte externa de politereftalato de etileno (mais conhecido como PET, material usado, por exemplo, na fabricação de garrafas de refrigerante) pulverizado, para funcionar como isolante térmico. Armazenada em uma bateria de nobreak, a energia captada pode ser transferida invertendo-se a polarização de seu sistema.

Construído com níquel, a opção mais economicamente rentável, e PET, de custo zero, esse painel solar custa aproximadamente R$ 60, bem mais barato que o painel fotovoltaico de uso doméstico, cujo preço é de cerca de R$ 350.

Sua produção também contribuiria para o desenvolvimento sustentável, uma vez que recicla PET e, consequentemente, economiza recursos naturais, água e energia, e oferece uma alternativa a formas de geração de energia de maior impacto ambiental, como termelétricas e hidrelétricas.

Atualmente em fase de testes, o projeto deve entrar em breve em sua segunda fase, na qual o captador será automatizado para inclinar-se de modo a absorver o máximo de energia solar conforme sua geolocalização, usando o Sistema de Posicionamento Global (GPS). Isso é necessário porque enquanto em Natal a luz solar incide quase perpendicularmente, situação ótima para a absorção de energia, em localidades mais ao sul ou ao norte da linha do Equador, o ângulo de incidência é mais oblíquo e há mais dispersão atmosférica.

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