terça-feira, 31 de maio de 2016

Natal: Banda da Escola Estadual Zila Mamede é atração durante revezamento da tocha olímpica

Banda da Escola Zila Mamede
Por Jorge Ivan Barbosa

A Banda Marcial da Escola Estadual Zila Mamede, localizada no conjunto Pajuçara, na Zona Norte de Natal , é uma das atrações durante o revezamento da Tocha Olímpica e Paralímpica em Natal no estádio Arena das Dunas neste sábado (4), a partir da 17h. A Banda da Escola Zila Mamede foi selecionada em chamada pública da Funarte/Secretaria de Cultura de Natal com o patrocínio do Ministério da Cultura.

A Banda é formada por 60 alunos e ex-alunos do próprio colégio. Ensaia três vezes na semana – nas quarta, sextas e sábado sempre o horário das 17h15 ás 18h45.

A Banda Marcial se apresenta em eventos culturais, históricos e educacionais da Escola e em solenidade nos  bairros de Natal e municípios do interior, incluindo a condição de ser uma das atrações do desfile cívico de 7 de setembro, na Praça Cívica, em Natal.

A escola, fundada em maio de 1986, tem hoje cerca de 1.000 alunos matriculados nos três turnos. A banda foi impulsionada e faz parte do projeto Mais Educação do Governo Federal.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Lagoa Salgada: Alunos de escola estadual têm destaque na produção artística em cerâmica

Trabalhos em telhas
Estudantes da Escola Estadual Delzuite Soares da Costa, em Lagoa Salgada, região Agreste do RN, participam de verdadeira Oficina de Educação Artística produzindo peças de cerâmica que adornam o ambiente escolar e que podem serem vendidas posteriormente.

O trabalho vem sendo desenvolvido pelo professor de Arte, Diego Sousa, junto aos alunos do 9o. Ano do Ensino Fundamental do turno vespertino.

São atividades de pintura artística de telhas de cerâmica com os mais variados temas. 

O material foi adquirido pelos alunos que lixaram sua superfície e fizeram livremente suas artes. 

Segundo os gestores da escola, o trabalho está sendo desenvolvido para ser exposto em uma posterior feira de arte.


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Programa Jovens Embaixadores 2017 tem inscrições abertas até 19 de agosto

Jovens Embaixadores em Washington, Estados Unidos
Por Thalita Freitas

O Programa Jovens Embaixadores, edição 2017, está com inscrições abertas até o dia de agosto. O programa é promovido pela Embaixada dos Estados Unidos em parceira com o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e as secretarias estaduais de Educação.

O programa é um intercâmbio estudantil de três semanas nos Estados Unidos, que possibilita aos participantes aprimorarem suas habilidades em liderança, conhecer uma nova cultura, interagir com jovens americanos e buscar oportunidades de crescimento pessoal e profissional.

O programa é destinado a jovens de 15 a 18 anos, que cursam o ensino médio na rede pública, com conhecimento da língua inglesa, e que são exemplos em suas comunidades.

As inscrições pode ser feitas na página do Jovem Embaixador 2017.

Também são parceiros do Programa Jovens Embaixadores, a rede de Centros Binacionais Brasil-Estados Unidos, e as empresas FedEx, MSD, Microsoft, Bradesco, IBM e a Boeing Brasil.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Natal: Fecomércio divulga lançamento de livro sobre os 50 anos da Cidade da Esperança

O Sistema Fecomércio-RN faz divulgação do lançamento do livro sobre o cinquentenário do bairro Cidade da Esperança em texto encaminhado à imprensa sem fazer alusão a um dos principais baluartes na implantação do conjunto que deu origem ao bairro - o ex-governador Aluízio Alves.

O livro "Cidade da Esperança - 50 anos de história do bairro" será lançado na sexta-feira (20, na Paróquia Nossa Senhora Esperança. O livro tem a realização do Sistema Fecomércio-RN, que coordenou o processo de pesquisa e confecção dos 700 exemplares impressos. A pesquisa foi feita pela escritora Rizolete Fernandes, e pelos jornalistas Paulo Laguardia e Adriana Amorim. 
Livro tem realização da Fecomércio

“Neste bairro simpático e acolhedor – hoje um dos maiores e mais populosos de Natal – eu vendi picolé e ovos na feira. Foi lá, também, que despertei para a responsabilidade de gerar uma renda, com a qual pudesse ajudar meus pais. Enfim, foi neste bairro que surgiram todas as minhas esperanças, meus sonhos, meus planos. Sempre achei muito inspirador o seu nome: Esperança. Foi lá que eu aprendi a tê-la. E a tenho até hoje. Se a história de vida que eu escrevi me credencia a me apresentar atualmente como um vencedor, devo muito a tudo o que vivi, aprendi e construí na Cidade da Esperança”. Esta afirmação é do presidente do Sistema Fecomércio-RN, empresário Marcelo Queiroz, que tem uma ligação afetiva direta com o tradicional bairro de Natal.

Uma das curiosidades trazidas no livro é a escolha pelo nome do bairro, que entre outras possibilidades, a que prevaleceu foi a alusão à Nossa Senhora da Esperança, cuja imagem foi trazida de Portugal. Nesse sentido, existe também a versão de que o nome do bairro representa uma alusão a uma das marcas de linguagem implantada pelo ex-governador Aluízio Alves, dando ao conjunto popular que deu origem ao bairro, e construído em boa parte durante sua gestão, a palavra que simbolizava seu marketing político - "esperança".

O texto da Fecomércio-RN também diz que o leitor vai encontrar no livro  informações sobre a criação do bairro até os dias atuais, com relatos sobre a religiosidade, infraestrutura, serviços e equipamentos urbanos, curiosidades, as figuras pitorescas, entre outros assuntos.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Macau que não existe mais: O som da cidade que vinha do alto propagado pelas bocas de ferro

Por Tadeu Oliveira

O serviço de alto-falante era imperativo em Macau, todos os moradores se ligavam na comunicação que vinha do alto. As bocas de ferro pregadas em postes de carnaúbas amplificavam as falas e acordes musicais. Em outros municípios esse tipo de comunicação era coisa das paróquias, mas em Macau pertencia à prefeitura local, era serviço oficial, chapa branca. Depois ganhou mais corpo com o vitorioso projeto de um empreendedor da comunicação local que atravessou décadas e manteve-se vivo diante dos avanços tecnológicos.

Chico de Paula
A minha situação era bem complicada porque eu morava contra a direção do vento, então fazia esforço tremendo para escutar o que estava sendo falado ou que música estava tocando. Depois da hora do ângelus, quando o ponteiro do relógio marcava 18 horas, escutava notícias chapa branca da prefeitura municipal. 

Como admirador do trabalho de locução radiofônica, certo dia fui ver de perto a rotina do trabalho de locução, a estrutura técnica e a discoteca da Difusora de Macau. Fui lá a convite do locutor Ruy Lemos, um dos astros. Tudo pra mim era uma nova descoberta, afinal só ouvia a voz do locutor no ar, longe daquele lugar mágico recheado de um microfone, radiola (toca-discos), velho amplificador verde e fios por todos os lados.

O estúdio da amplificadora ficava em lugar de destaque na sede da prefeitura, perto da Rua da Frente. Em meio a tantos discos de vinil, com belas capas que estampavam cantores de sucesso na época, como Paulo Sérgio, Roberto Carlos, Leno e Lilian, Waldick Soriano, Elvis, Beatles, Maisa Matarazzo, Diana, Núbia Lafayete, Agnaldo Timóteo, Agnaldo Rayol, Vicente Celestino e Conjunto Sempre Alerta. Havia uma divisória em vidro separando o locutor e o controlista (responsável pela técnica de som), criando um ambiente que eles chamavam de aquário.

Com a modernização própria do tempo e a entrada em cena do locutor Chico de Paula, verdadeiro empreendedor da comunicação, foi organizado um outro serviço de alto-falante com aparelhos mais potentes. A partir de então as mensagens eram pagas e o som chegava com mais clareza em quase toda a cidade. Convites, missas, aniversários, filmes do dia, reclames eram cobrados, principalmente mensagens amorosas com identidade e pseudônimos preservadas. O novo serviço de som de Chico de Paula fez sucesso imediato conquistando o interesse da comunidade.

Chico de Paula fez sua estreia no mundo das comunicações em maio de 1970, com a “Amplificadora Ideal”. Em Macau, ele começou sua carreira radiofônica como locutor animador de palanques nos comícios durante campanhas eleitorais, além de ser divulgador das atrações de cinema, e de atuar na amplificadora da prefeitura.

Mas foi na febre de gravações de fita K7 que Chico de Paula soube empreender seus negócios. Como sua amplificadora se situava perto do antigo “Mata Sete”, região de cabaré, na qual falavam que ele vendia fitas gravadas com músicas de características bregas e mandava recado musical para clientes e usuários do bar.

Comenta-se que em Macau havia um “ouvinte” das bocas de ferro que era solitário, que não recebia mensagem de ninguém e que revolveu oferecer música para ele mesmo. Esse ouvinte escreveu algo assim: "Ticuloso oferece para Ticuloso essa linda página musical".

Chico de Paula é a maior referência de comunicação de massa em Macau, um homem multimídia. Mais antigos lembram que Chico de Paula tinha na própria amplificadora da prefeitura uma referência, o pioneiro locutor Piauí.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

5ª Olimpíada de Língua Portuguesa tem inscrições até esta segunda-feira (16)

Por Jorge Ivan Barbosa

As inscrições para a 5ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa – Escrevendo para o Futuro estão prorrogadas até esta segunda-feira (16). O concurso é organizado pelo Ministério da Educação e a Fundação Itaú Social e premia as melhores produções literárias de escolas públicas de todo o país.

Podem participar do concurso professores e alunos do quinto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio. O tema desta edição é “O lugar onde vivo”, e os candidatos devem escrever textos baseados no vínculo com sua comunidade aprofundando o conhecimento sobre a realidade e contribuindo para o desenvolvimento da cidadania.

No âmbito do Rio Grande do Norte, a Secretaria de Educação do Estado informa que está realizando uma série de encontros de formação continuada visando a preparação de servidores para a atuação junto a Olimpíada de Português. O subcoordenador de Avaliação da Secretaria de Educação e da Cultura, Afonso Gomes Ferreira Filho, disse que os alunos do Rio Grande do Norte estão obtendo bom despenho nas Olimpíadas de Língua Portuguesa e de Matemática conquistando, consequentemente, bom número de premiação (medalhas). As inscrições para o concurso podem ser feitas no site https://www.escrevendoofuturo.org.br.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Natal: Atletas da Escola Zila Mamede representam o RN em competição nacional de taekwondo

Stefhane e atletas da "Zila Mamede"
Por Thalita Freitas

Estudantes da Escola Estadual Professora Zila Mamede se classificam durante a seletiva estadual de Taekwondo, realizada no último sábado (7), no ginásio do colégio Facex, em Natal. Durante o evento 3 atletas garantiram a vaga para a etapa nacional que será realizada no mês de junho no Estado do Paraná.

Elisangela Silva (17), Vander Wolliver (12) e Dayana Maria (16) conquistaram o 1º lugar em suas categorias e garantiram participação na etapa nacional. Os atletas iniciaram a prática da modalidade por meio do projeto Mais Educação com o professor Dennys de Oliveira, em atividade que já tem 7 anos de existência.

Vander Wolliver, com apenas 12 anos, já acumula experiência e um futuro promissor na modalidade tendo participado apenas no ano passado de 10 diferentes competições, sendo 7 estaduais e 3 nacionais.

O professor Dennys também prepara a atleta Stefhane Raila (15), estudante da Escola Zila Mamede, que representará o Estado como atleta titular da Seleção Brasileira Feminina de Taekwondo na categoria acima de 68 Kg, no Campeonato Mundial Juvenil que será disputado em novembro, no Canadá. Stefhane treina há 2 anos, tendo iniciado no esporte por influência das amigas da escola e hoje é nome nacional da modalidade. 

A atleta Stefhane está ainda buscando apoio junto ao Governo do Estado e instituições públicas para conseguir passagens e diárias de hospedagens que garantam sua presença no Campeonato Mundial, no Canadá.

Em 2015, a equipe do Taekwondo da Escola Zila Mamede foi destaque dos Jogos Escolares do Rio Grande do Norte (Jerns) acumulando um total de 7 medalhas ao final da competição. A Escola Estadual Zila Mamede, localizada no bairro de Pajuçara na Zona Norte de Natal, desenvolve o projeto Mais Educação^. com ênfase na modalidade do Taekwondo desde 2009, com a passagem de cerca de 500 estudantes.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Macau que não existe mais: trem sem esperança de chegar

Antiga estação de trem de Macau
Por Tadeu Oliveira

As primeiras viagens que fiz a Natal foram de trem. Para chegar à estação ferroviária perto da comunidade do Porto do Roçado, tinha que fazer verdadeira maratona.

No caminho tinha que ultrapassar por dois mata burros, seguindo por uma estrada vicinal preservada de cambitos, palhas de carnaúbas, plantação de cardeiros (espécie de cactos de grande porte), além de carrapichos que grudavam nas meias todas amareladas pelo contato das espumas de águas salgadas e poeiras de Piçarra.

O trem partia sempre às sete horas da manhã em direção a região central. Era uma longa viagem. A primeira parada era na estação de Afonso Bezerra (Carapeba), depois Pedro Avelino, Angicos, Lages, Baixa Verde, Taipu, Ceará-Mirim, Extremoz e finalmente Natal.

Na viagem, minha vontade era chegar à estação de Lages, onde havia sempre outra criança vendendo água em quartinha de barro e cocada de leite. A água servia a todos, com um único caneco de alumínio, coletivo para os passageiros do vagão. Com sede, pacientemente, eu esperava minha vez de tomar água e comprar cocada na paisagística estação do trem em Lages, região central do RN.

Depois disso, esperava atentamente a parada de Extremoz, com pouco dinheiro, aguardava o momento de ser recepcionado com pedaço de grude e uma xícara de café puro. O bom da estação de Extremoz é que havia esperança do final da cansativa viagem, afinal era a ultima estação antes do terminal, na Ribeira, em Natal.

Não esqueço que em cada estação do trem, o cobrador me abordava pedindo a passagem. Tratava-se de uma cartela, que com um alicate de ponta, como uma tesoura, perfurava um pedaço, e pela perfuração, em pedaço em pedaço, ao final da viagem não havia mais onde perfurar, parecia tábua de pirulitos, a cartela feita de cartolina e carimbo da estatal empresa ferroviária, já na existia mais.

Quase chegando à capital, parecia que o tempo e o maquinista esperavam lentamente para que os usuários se alimentassem ao longo da cansativa viagem. Porém, por volta das 14 horas, eu ouvia o apito final, marcando o fim da linha, fim dos dormentes, fim dos trilhos. Vejo a estação da Ribeira, recepcionada pelo rio Potengi e a barulhenta ponte de Igapó.

Peguei carona na imaginação

A mais impressionante de todas as minhas viagens à Natal foi mesmo a definitiva quando deixei Macau pra trás, isso quando Jairzinho, Carlos Alberto, Rivelino e Pelé marcavam história com a camisa da seleção brasileira no México, em 1970. Cada gol uma tristeza em sair do lugar em que nasci sem saber a certeza de destino traçado.

Orientado pelo meu pai, segui de carona, junto com alguns irmãos, em cima de um caminhão carregado de sal marinho, em dia de sol. Em Natal, desembarquei na Ribeira, mas com destino ao bairro das Rocas. Logo me deparo com o teatro Alberto Maranhão.

Ali imaginei ser uma bela igreja católica, e com sinal de esperança fiz o sinal da cruz com olhar firme sobre a estátua de Meira Pires. O teatrólogo era vivo, como vivo era minha ingenuidade.

Cheguei ao bairro das Rocas mais vermelho que camarão pré-cozido em panela de barro. O bairro das Rocas tem gente de todas as tribos e origens diferentes. O bairro das Rocas é resultado migrante, pessoas ocupantes do solo urbano, com visão política progressista, questionadora e cultura diversificada.

Naquele momento, apesar da seleção brasileira brilhar no México, quem brilhava no pelas ruas das Rocas era ABC, América e Alecrim. Já no samba as escolas de samba Balanço do Morro e Malandro do Samba, e os terreiros de umbanda. As Rocas não guardavam nenhuma semelhança com a pacata Macau que deixara.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Educação do RN: Nova secretária assume com expectativas e desafio de manter a normalidade do ano letivo

Cláudia Santa Rosa toma posse no Centro de Convenções 
A posse da professora Cláudia Santa Rosa como secretária da Educação do RN traz algumas expectativas e um significativo desafio. Na solenidade de posse, ocorrida na manhã da terça-feira (03), no Centro de Convenções de Natal, o governador Robinson Faria falou sobre quebra de paradigmas e gestão inovadora, e chamou a atenção para as metas de redução do analfabetismo e a oferta de uma escola pública de qualidade. Mas, mesmo ausente  no discurso do governador, o principal desafio da nova secretária é a manutenção da normalidade do ano letivo, legado real da administração anterior do ex-secretário Francisco das Chagas Fernandes.

As expectativas ficam por conta da postura qualificada da nova secretária Cláudia Santa Rosa, com pesquisa na referenciada Escola da Ponta, em Portugal, e protagonismo no ensino através de projetos da organização não governamental IDE (Instituto de Desenvolvimento da Educação) e de ações em escolas da rede pública estadual. “Assumo com a missão de fazer a educação melhor em nosso Estado, reverter os índices que nos são desfavoráveis e cuidar melhor da nossa juventude. Vamos acarinhar a escola pública”, disse Cláudia Santa Rosa no evento de posse.

A solenidade também serviu para o governador empossa a médica cirurgiã Eulália Albuquerque Alves como nova titular da Secretaria da Saúde do RN.

Pinacoteca recebe exposição com obras de 100 artistas potiguares

Imagem do Homem no Campo está na Mostra
A Pinacoteca do Estado reúne trezentas obras de cem artistas potiguares em mostra que será aberta nesta sexta-feira (6), às 19h, no Salão Dorian Gray de Artes Visuais. O Salão está localizado nas dependências da Pinacoteca do Estado, na Praça Sete de Setembro, bairro da Cidade Alta, em Natal, e a Mostra estará aberta de terça a sábado, em horário comercial.

A Mostra é uma realização da Sociedade Amigos da Pinacoteca, entidade sem fins lucrativos, e está dividida nas categorias de pintura, escultura, fotografia, gravura, performance, arte digital e arte em movimento.

De acordo com o presidente da entidade, Iaperí Araújo, o salão vai permanecerá aberto até o dia 2 de julho para exposição e comercialização das obras, com a venda sendo feita diretamente entre o autor e o interessado. “Temos muito material do interior do Estado. Isso prova que a arte é uma linguagem universal, ultrapassando os limites das grandes cidades”, destacou Iaperí.

Para a filha de Dorian Gray, Dione Caldas, o salão homenageia mais do que a arte já imortalizada de seu pai, estimulando e valorizando o que vem sendo produzido por nomes já conhecidos e até então desconhecidos. “O artista potiguar merece esse espaço e essa valorização do seu trabalho”, concluiu.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Macau que não existe mais: O famoso leite da vaca preta

Por Tadeu Oliveira

O poder de facilitar, deixar o consumidor mais perto da mercadoria, oferecer e mostrar o produto, são aspectos que norteiam a arte de vender, fazer com que a mercadoria ou serviço sejam vistos. É a lei do mercado.

Acredito que cada cidade do interior do Rio Grande do Norte é marcada pelo grito de um vendedor tentando atrair consumidores para seu negócio. Pode ser picolé, cavaco chinês, algodão doce, tapioca, pirulitos, panelas e até um famoso produto de beleza pelo marketing de porta em porta.

Na tradicional Praça Henrique Lages, nos dois expedientes, começo da manhã e meio da tarde, um homem, com roupa de vaqueiro, oferecia leite puxando o cabresto da uma vaga leiteira até aos consumidores, aproximando-se bem junto às calçadas das casas.

Na expectativa do alimento, crianças famintas e ansiosas com copos nas mãos se aproximavam e ali mesmo se deliciavam com o nutritivo produto, quentinho saído na hora do peito da vaca.

A vaca preta conduzia um chocalho que produzia seu sinal característico avisando a criançada que a hora do leite tinha chegado. Levando a vaquinha, o homem seguia sempre em direção ao bairro do Valadão, em sua rotina de padrão diário, oferecendo leite às crianças com pagamento à vista feito pelos pais.

Tenho uma irmã que diariamente esperava na calçada a vaquinha passar e chorava muito quando não havia dinheiro para comprar um copo de leite com açúcar.

Confesso que depois daquele cotidiano próprio de uma Macau que ficou no passado, nunca mais vi coisa igual. Alguém vender leite em domicilio trazendo consigo a produtora matriz, uma vaca, de porta em porta, rua a rua, em busca de clientes nos tortuosos becos da cidade.

Claro que o alimento mais perfeito e completo para o ser humano é o leite materno. Mas, na ausência do leite materno, precisamos de alternativas para a ingestão adequada de nutrientes.

O leite de vaca é a secreção das glândulas mamárias da vaca para alimentar os bezerros. É um alimento com alto teor de proteínas, fonte de vitamina D, potássio, magnésio, zinco e, sobretudo, cálcio. O leite de vaca é a maior fonte de cálcio na natureza.

Saudade do leite da vaca preta e dos momentos da história que já não se repetem.