quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Primeiro Mundo: Escola SESC do Rio de Janeiro recebe 04 novos estudantes potiguares

Marcelo Queiroz e os novos alunos da Escola SESC - RJ
A Escola SESC de Ensino Médio, do Rio de Janeiro, considerada a melhor do gênero no país, recebe este ano quatro novos estudantes do Rio Grande do Norte. Estarão estudando na verdadeira escola de tempo integral, padrão primeiro mundo, a macaibense Jéssica Alves, e os alunos caicoenses Wiliana Medeiros, Matheus Medeiros e Arthur Junqueira.

Os novos estudantes da ESEM e seus familiares foram recebidos para um almoço de confraternização na terça-feira (21) pelo presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz. Na oportunidade, que também contou com a presença da diretora regional do SESC - RN, Jeane Amaral, Marcelo Queiroz fez um relato do que é a moderna escola do SESC - RJ, que será também o lar dos alunos nos próximos três anos. O Sistema Fecomércio é a entidade que compreende também o SESC e o Senac.

"Considero vocês já vencedores", afirmou na ocasião o empresário Marcelo Queiroz. Os quatros estudantes vencedores disputaram as vagas com 223 concorrentes no âmbito do Rio Grande do Norte. A Escola SESC de Ensino Médio do RJ oferece este ano 164 vagas para todo o Brasil.

“A ESEM é uma escola de primeiro mundo que oferece uma formação completa que inclui, além da grade pedagógica normal, aulas de Inglês, Espanhol, música, teatro e a prática de esporte. Há toda uma gama de conteúdo para os jovens de todo o Brasil. Desejo sucesso e que vocês aproveitem a oportunidade, que é ímpar”, ressaltou Marcelo Queiroz.

A Esem é uma escola de referência no país, com turmas de no máximo 15 alunos que recebem todo o suporte acadêmico, com sólida formação em inglês, espanhol e tecnologia, atividades artísticas, culturais e esportivas, além de intercâmbio com escolas norte-americanas. Além dos quatro selecionados para este ano, outros 34 alunos potiguares já concluíram o ensino médio na escola.

“Quando eu soube da Esem, pesquisei, vi que ali era onde eu queria estar. Espero ampliar meu conhecimento, uma oportunidade para eu ter um ensino melhor, já pensando no meu futuro”, declarou Wiliana Medeiros.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Destaque Potiguar: A visão da reitora da UFRN sobre a realidade da mulher atual

Por Isaias Oliveira
Trecho de matéria publicada na Revista Foco na edição deste mês

Avanços e desafios refletem bem a caminhada das mulheres no contexto da sociedade moderna desde os acontecimentos de 8 de março de 1857 em uma fábrica em Nova Iorque, quando operárias em greve reivindicavam redução da jornada de trabalho, que chegava a 16 horas diárias, para 10 horas. Operárias que, embora trabalhassem dois terços das horas do dia, recebiam apenas um terço dos salários dos homens.

Reitora Ângela Paiva
Avanços e desafios, nesta ordem, representam conquistas obtidas com muita luta, e obstáculos que se apresentam a todo o momento e em todas as partes do mundo. O dia 8 de março, representativo da luta de mulher, que se estende por milênios e que já acontecia antes dos acontecimentos na Nova Iorque de 1857, permanece apontando para um contexto atual ainda injusto e com múltiplos desafios a serem superados. 

A mulher não apenas vota, mas é votada e já comanda importantes países no mundo, é legisladora, está à frente de instituições internacionais, comanda empresas multinacionais, é legisladora e ministra da suprema corte, está antenada com o mundo do empreendedorismo, tem consciência da necessidade de se capacitar profissionalmente, e prioriza a busca do conhecimento. 

Já atua na sociedade com um protagonismo que lhe coloca como sócia do homem no esforço por uma vida melhor e por uma cidadania plena. A presença da mulher nas universidades já é igual ou superior a presença masculina, e sua presença no mercado de trabalho é crescente. Contudo, o mercado de trabalho ainda não dá à mulher o tratamento que é dispensado ao homem. A remuneração da mulher ainda é menor e essa constatação se faz presente nos mais variados setores produtivos da sociedade. 

A mulher ainda é vítima da violência doméstica e urbana, e essa violência permanece em diversas regiões do mundo sendo colocada para debaixo do tapete. 

A luta cotidiana de conquistas não pode perder de vista a trajetória histórica de afirmação vivida por milhões de mulheres ao redor do mundo em busca da dignidade e da cidadania. A reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ângela Maria Paiva Cruz, chama a atenção para o fato de a mulher ter sido vista historicamente de forma inferior com relação ao homem, e que a conquista de direitos e de espaço tem acontecido, mas a percepção sobre sua realidade não tem mudado na mesma proporção. 

“Nessa segunda década do século XXI, por termos o direito igualitário de votar e ser votada pode parecer que sempre foi assim. O que não é verdade. Historicamente fomos vistas de forma tão inferior, que votar só cabia ao homem. Basta ver que primeira mulher a votar no Brasil foi Celina Guimarães, professora nascida em Mossoró. O fato é de novembro de 1927 e como se vê, um passado muito recente. Talvez por isso a realidade feminina seja tão desafiadora. A maioria continua com os sonhos de suas avós, como, por exemplo, o de ser mãe, e sonhando, também, com outros papeis sociais. Queremos dizer com isso que os direitos da mulher foram conquistados a partir de lutas, mas ainda não estão ao alcance de todas, se considerados principalmente os fatores econômicos e culturais da sociedade patriarcal. O papel da mulher na sociedade atual avança no âmbito profissional, social, familiar, mas ainda há formas de observá-la sob uma visão conservadora, sob censura. Por vezes de forma explícita, por vezes de maneira velada. Em resumo, a sua realidade da mulher no mundo atual é muito paradoxal, uma vez que a conquista de direitos e de espaço de ação aconteceu, mas não mudou na mesma proporção a percepção sobre a sua realidade”. 

A reitora da UFRN observa uma presença maior da mulher em espaços que requerem qualificação no mercado de trabalho. “A busca de mais escolarização em nível superior e em cursos de qualificação é uma estratégia da mulher para se fazer presente no mercado de maneira qualificada, e não um “favor” da sociedade. Tanto, que as estatísticas de matrículas no ensino superior revelam uma maioria feminina. Considero essa uma forma saudável e corajosa da mulher buscar sua cidadania plena. A qualificação tem feito com que a mulher ingresse em diversos mercados de trabalho e em vários setores. São excelentes no que fazem. Formam grandes quadros docentes na educação básica e em muitas áreas da educação superior, por exemplo. Porém, observa-se que em alguns setores, mesmo quando apresenta qualificação igual à do homem, o salário da mulher é inferior. 
Creio que a escolarização tem sido um fator determinante para que outros direitos sejam garantidos e respeitados. No entanto, as questões não são apenas salariais. As condições de trabalho e o respeito ao ser mulher continuam sendo reivindicadas”. 

Ângela Paiva entende que um dos principais problemas ainda existentes na sociedade é a violência contra a mulher. “As ações da sociedade são as ações de cada cidadão e das instituições nela organizadas. Um dos principais problemas vivenciados na sociedade é a violência contra a mulher. Atualmente esse problema está mais visível em decorrência de leis, como a Maria da Penha, fruto também de uma corajosa mulher, vítima do seu marido. As lutas contra o preconceito e o assédio sexual são travadas continuamente no contexto social, na família, na escola, na rua e no trabalho, mas precisam avançar. As ações precisam ser educativas, para que imprimam mudanças comportamentais e culturais no âmbito familiar e escolar e, também organizacional, do trabalho. Mas, necessárias também são as ações ou determinações legais para que a violência não seja o fantasma por trás de cada porta onde mora, estuda ou trabalha uma mulher”. 

O importante é que as conquistas obtidas até agora não levem a uma acomodação por parte das mulheres, avalia a reitora da UFRN. “Gostaria de frisar, primeiro, que as questões concretas da luta da mulher não reforçam e nem nos colocam na condição de vítima, porque temos consciência de que somos fruto sensível de uma sociedade patriarcal. Louvável, nessa história, é que não nos acomodamos às condições desfavoráveis a nós mulheres e essa nossa “sensibilidade”, que podemos considerá-la também um “estado de consciência” nos possibilita enxergar a nossa condição de ser biológico diferente, porém politicamente, no sentido filosófico, igual ao homem. Ou seja, agimos e lutamos quando algo não vai bem ou nos incomoda". 

"Em muitos casos lutar por direitos nossos é uma questão não apenas de viver, mas de sobreviver e de não morrer. Lembro (agora) de uma pergunta que não cala para a mulher: por que temos que conquistar o direito de 'sermos' o que queremos ser? Observar a história e o contexto social explica que avançamos por "conquistas". Não precisava ser assim, no entanto, assim se constituiu a sociedade contemporânea. Nesse processo, o nosso grande desafio é sermos cidadãs no sentido pleno. Podermos pensar, escolher, decidir e ter o respeito do outro, independente de seu gênero”, completa a reitora Ângela Paiva.


Repercussão da participação da reitora Ângela Paiva na matéria especial da Revista Foco e no evento Destaque Potiguar em texto divulgado pela Agência de Comunicação da UFRN 

Ângela Paiva e o diretor da Revista Foco
Entre as 15 mulheres homenageadas na noite dessa quarta-feira, 15, pela Revista Foco Nordeste, a reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ângela Maria Paiva Cruz, declarou à publicação que os direitos e conquistas ainda não barraram a censura, a violência e as outras formas de discriminação à mulher. 

Assim como gestoras públicas, educadoras e empresárias, Ângela Paiva recebeu das mãos do diretor da revista, Marcus César de Morais, o Troféu Mulher Destaque Potiguar 2017. Em nome das homenageadas, a vereadora de Natal Wilma de Farias falou sobre as diferenças salariais entre homens e mulheres que ocupam os mesmos cargos e dedicou a premiação às mulheres anônimas que batalham diariamente pelo sustento familiar.

A homenagem aconteceu no auditório da Federação do Comércio do RN (Fecomércio) na presença de lideranças políticas, convidados especiais e familiares.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Mossoró: Estudante do Diocesano tem a maior nota do Brasil em Linguagens no ENEM 2016

Anna Karoline Almeida
A estudante mossoroense Anna Karoline Almeida Soares, 16 anos, é a dona da maior nota do Brasil em Linguagens no ENEM 2016. Cerca de 5,6 milhões de estudantes fizeram essa prova, e a aluna foi a única a atingir a margem entre 800 e 900 pontos; sua nota foi 846,4.

Anna Karoline é filha de professores, a mãe de Geografia e o pai de Inglês, e sempre mostrou afinidade com idiomas e interpretação de textos. Desde criança desejava ser médica, e agora aprovada com louvor no último SISU, ingressa no curso de Medicina da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN).

Na escola em que estudou desde os 3 anos de idade, Colégio Diocesano Santa Luzia, parceiro do Sistema Ari de Sá , Anna Karoline tinha como prática prioritária assimilar o conteúdo em sala de aula. “No Ensino Médio, eu assistia às aulas de manhã, buscando aproveitá-las ao máximo e, em casa, apenas revisava o conteúdo em cerca de uma hora. No último ano, além de revisar, separava uma hora e meia para focar no ENEM e tentava produzir de duas a três redações por semana”, conta a caloura.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

RPTV produz série audiovisual para auxiliar gestores da Educação

RPTV apresenta projeto voltado para gestores

A equipe da RPTV (Rede Potiguar de Televisão Educativa e Cultural) realiza produção de série audiovisual voltada para o trabalho de  gestão à frente de escolas e repartições educacionais. A série foi feita com a participação de pesquisadores, pedagogos e estudiosos da área da educação. O material está sendo distribuído, inicialmente, para todas as Diretorias Regionais de Educação e Cultura (Direcs), órgãos vinculados à Secretaria da Educação do RN, com a expectativa de que venha a ser utilizado como subsídio  no planejamento.  

Raimundo Melo, coordenador do projeto, observa que a distribuição do material para a utilização na prática do cotidiano dos gestores mostra um comprometimento da RPTV com a educação. "O material vai ser distribuído para todas as regionais do Estado e isso é uma prova no compromisso do projeto não só com a educação, mas com as práticas transformadoras e do trabalho em rede”ressalta. 

A Rede Potiguar de Televisão Educativa e Cultural é uma iniciativa do Centro de Documentação e Comunicação Popular com a Secretaria de Estado da Educação e da Cultura do RN, e conta com a parceria do Prêmio Itaú-Unicef e o patrocínio da Petrobras.



Obs.: Matéria feita a partir de texto da Assessoria de Imprensa da RPTV.