sábado, 27 de maio de 2017

Macaíba: Secretaria Municipal de Educação faz seminário sobre educação infantil e inclusiva

Evento reuniu educadores da rede municipal
(Foto:Danilo Bezerra)
Por Danilo Bezerra

Construir uma escola que atenda as necessidades mais diversas dos estudantes. Esse foi o tema norteador do Seminário de Educação Infantil e de Inclusão, realizado durante este sábado (27), pela Secretaria Municipal de Educação de Macaíba. Reunindo profissionais que atuam na educação infantil, o seminário aconteceu no salão de recepções Elion, localizado no bairro de São José, em Macaíba.

Na avaliação do secretário municipal de Educação, professor Domingos Sávio de Oliveira, o planejamento do ensino infantil é fundamental para o desenvolvimento dos alunos: “Desde que assumimos a gestão do ensino estamos voltados para a política de formação continuada, principalmente nesta 1ª fase do ciclo de ensino das nossas crianças: a educação infantil”. Sobre o tema do seminário o professor Domingos Sávio destaca: “Queremos discutir essa temática para além do que se entende por inclusão, pois na escola, todos os dias, existem várias especificidades que merecem atenção”.

A abertura do seminário contou a presença do prefeito de Macaíba, Fernando Cunha, que durante sua fala, destacou a importância do trabalho dos profissionais de educação para a melhoria nos indicadores do ensino do município: “Graças ao amplo esforço de todos os professores conseguimos avançar no nosso IDEB. Tudo que fazemos é para que possamos conseguir melhorar a educação de Macaíba”. Sobre a importância do seminário, o prefeito disse que “todo profissional deve ser capacitado, e na educação, essa ação deve ser contínua, pois ajuda na inovação em sala de aula”.

A importância que a atual gestão da Educação dá ao ensino infantil já é percebida pelos professores da rede municipal de ensino. A professora Rosemeri Pontes Ferreira, da Escola Municipal Pedro Gomes de Souza, destaca esse novo momento. “A educação Infantil agora recebe uma notoriedade e faz parte da preocupação de todos. Estamos fazendo de tudo para tirar aquela velha ideia de que a educação infantil é uma questão assistencialista, que as crianças vão para a escola somente para brincar. Na escola buscamos promover o aprender brincando”, falou.

“Devemos observar a teoria e colocarmos em prática, e que essa teoria se aplique as condições que são vistas na escola para uma prática pedagógica diferenciada”, essa é visão da professora Sheila Tavares sobre como o conhecimento adquirido no seminário deve impactar na rotina da escola. Atuando na Escola Municipal Dayse Hall, Sheila atende estudantes autistas, alunos com síndrome de down e com mobilidade reduzida.

Parceria

Atuando a mais de 20 anos no mercado, a Uninter é parceria da Secretaria Municipal de Educação na realização do seminário, como conta Leandro Gonçalves, representante da instituição no nordeste: “Buscamos a democratização do conhecimento e um evento como esse é muito importante, pois trata da primeira fase da educação básica, garantindo o desenvolvimento da criança e alfabetização na idade certa”. A Uninter trouxe para o seminário três palestrantes.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

RN: Estudantes de escola estadual de Baraúna têm projeto premiado na maior feira de ciências do mundo nos Estados Unidos

Marcelo Abraão e Beatriz da Costa em Los Angeles
Fazer madeira reciclável de palha e sabugo de milho tem a força de uma inovação científica com futuro desdobramento prático na economia e na vida real das pessoas. Essa é a realização científica dos estudantes Marcelo Abraão de Melo Ramalho e Beatriz da Costa Dantas, da Escola Estadual João Abreu de Melo, da cidade de Baraúna, premiada na maior feira internacional de ciências, a INTEL ISEF, em Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos.

Com orientação da professora Priscilla Raquel Gurgel Rodrigues, os estudantes de Baraúna apresentaram em Los Angeles o projeto Madeco Sabugosa, que cria madeira utilizando de forma reciclável o sabugo e a palha do milho. Projeto que venceu a Feira de Ciências da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró e, posteriormente, a Feira de Ciências e Engenharia (Febrace) da Universidade de São Paulo, maior evento do gênero no Brasil. Premiado na Febrace, o projeto dos estudantes de Baraúna foi selecionado para ser apresentado na maior feira de ciências do mundo, no estado americano da Califórnia, em Los Angeles, ocorrido entre os dias 15 e 19 deste mês.

Para o estudante Marcelo Abraão, estar na INTEL ISEF foi a concretização de um sonho. “Tivemos a oportunidade de conhecer pessoas do mundo inteiro e mesmo não sabendo nos comunicar no idioma deles, adquirimos muito conhecimento. Foi uma satisfação poder representar meu país e minha cidade, Baraúna. Além disso, pude levar o nome da minha família, dos meus pais que são pessoas tão batalhadoras”, declarou Marcelo.

Sua companheira de projeto, a estudante Beatriz Dantas disse que nenhuma palavra seria capaz de definir a emoção daqueles momentos. “Foi uma experiência única. Ir aos Estados Unidos para representar nosso país, nosso estado, cidade e nossa escola é algo maravilhoso. É algo tão diferente em nossas vidas que ainda não consigo descrever a sensação”, afirmou Beatriz.

Segundo a professora Priscilla Gurgel, a trajetória dos jovens de Baraúna até chegarem em Los Angeles durou um ano. Tudo começou com a Feira de Ciências da escola, na qual 10% dos projetos são selecionados para a etapa posterior. Em seguida, o projeto foi aprovado para a feira de ciências da Ufersa. “Tínhamos um sonho de ganhar uma credencial para Febrace, em São Paulo. Foi uma vitória muito grande, um feito inédito na cidade. A intenção não era só beneficiar Marcelo e Beatriz, mas que isso tivesse uma expressão a ponto de motivar professores e outros alunos”, disse a professora.

Ao chegar na Ufersa, os estudantes receberam a tão sonhada credencial para a Febrace. “Lá eram mais de 300 projetos dos alunos das melhores escolas brasileiras. Foi muito importante. E lá, conseguimos ser selecionados para a feira internacional”, explicou. Segundo a professora, Marcelo e Beatriz sempre foram bons alunos e já davam sinais de que iriam trilhar um bom caminho. “Eu já sabia que um dia eles entrariam na Universidade. São jovens da Zona Rural, moram num local afastado da cidade, mas em nenhum momento pensaram em desistir do projeto. São alunos maravilhosos e perseverantes. A ideia foi deles, o protagonismo é todo deles. Meu único papel foi abrir os caminhos para que eles fizessem o que já sabiam fazer”, declarou.

ESTÍMULO 

“Eu nem sei se esses meninos sabem descrever o que viveram. Foi uma abertura de horizontes”, declarou a professora Priscilla. Segundo ela, a iniciação científica é um passo muito importante na utilização do conhecimento do aluno. “Muitas vezes ele está aprendendo coisas que não sabe como aplicar. Quando esse conhecimento passa a ser aplicado as portas se abrem e o resultado é esse”, afirmou. 

Para a orientadora de Marcelo e Beatriz, o resultado alcançou diretamente os dois alunos idealizadores do projeto, mas, também, a escola, a região, a zona rural e toda a Educação do RN. A professora disse que pretende continuar trabalhando na iniciação científica, independente de premiações. “Sempre trabalhei com meus alunos como se todos os dias pudéssemos alcançar alguma coisa. Continuo estimulada a trabalhar, dar novos horizontes para todos os meus alunos. Minha honra é profissional. Não ganhei nada material, mas ganhei um estimulo maior, para continuar acreditando na nossa Educação”. declarou.

EXPERIÊNCIA

A INTEL ISEF é a maior feira científica do mundo e, na mais recente edição, participaram alunos de 78 países. Segundo Priscilla, foram mais de 1400 projetos de mais de 1700 estudantes. “Era um cenário muito difícil para um nordestino da zona rural de Baraúna, sem tecnologia de ponta. Existiam coisas lá que nós nunca havíamos visto aqui no Nordeste. Quando chegamos que nos deparamos com aquela realidade, ficamos assustados”, disse. Priscilla informou que Marcelo e Beatriz passaram por um treinamento para apresentar o projeto em inglês e também passaram por uma banca de avaliadores específicos. “Ser premiado é muito difícil e muito honroso. Numa escala maior, a Educação do RN ganha com isso e numa escala menor, todos da nossa escola”, disse Priscilla.

PROJETO
O projeto desenvolvido, "Madeco Sabugosa", é uma madeira ecológica oriunda principalmente da reutilização do sabugo e da palha do milho, com boa resistência, alta capacidade de impermeabilidade e viabilidade de produção.

sábado, 13 de maio de 2017

Baraúnas: Projeto de estudantes de escola estadual do RN representa o Brasil na grande feira de ciências de Los Angeles

Estudantes de Baraúnas na Febrace 2017
Estudantes de escola estadual do Rio Grande do Norte apresentam projeto científico na maior feira internacional de ciência universitária, a INTEL ISEF, em Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos. O projeto dos estudantes Marcelo Abraão de Melo Ramalho e Beatriz da Costa Dantas, da Escola Estadual João Abreu, da cidade de Baraúnas, foi selecionado na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) da Universidade de São Paulo (USP), maior evento do gênero no país, que aconteceu em março deste ano.

O grande evento científico de Los Angeles acontece no período de 15 a 19 deste mês. O projeto dos dois estudantes potiguares, ambos com 17 anos, chamado Madeco Sabugosa, que inova como madeira ecológica feita com a reutilização do sabugo e da palha do milho, ganhou o prêmio mais disputado da Febrace, a credencial para a maior feira de ciências do mundo, a INTEL ISEF. O projeto também foi selecionado em segundo lugar na categoria de Ciências Agrárias.

Este ano, apenas duas pesquisas da região Nordeste foram selecionadas para o evento, entre elas a dos estudantes da Escola Estadual João de Abreu, que teve como orientadora a professora Priscilla Raquel Gurgel Rodrigues. A Febrace credencia anualmente 08 trabalhos de pesquisas científicas para a INTEL ISEF

Os estudantes potiguares estarão presentes na Feira de Los Angeles com apoio  da Secretaria da Educação do RN arcando com as despesas da delegação que também conta com a professora orientadora.

A Escola Estadual João Abreu, destaque atual na educação de todo do Rio Grande do Norte, foi fundada no ano de 1965, e atende a uma clientela de 1.020 alunos do ensino fundamental e médio.

A cada ano, cerca de 1.800 estudantes do ensino médio de mais de 70 países têm a oportunidade de mostrar na INTEL ISEF sua pesquisa independente e competir em média por 4 milhões de dólares em prêmios.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Natal: Professoras lançam livro sobre a intercompreensão de línguas românicas e inglesa

A intercompreensão de línguas românicas e inglesa é tema de livro lançado pelas professoras Janaina Oliveira (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN) e Selma Alas Martins (Universidade Federal do RN). O lançamento aconteceu na noite quinta-feira (27) em evento na Academia Norte-rio-grandense de Letras, em Natal.
Professoras Janaína e Selma 

O livro “Intercompreensão de língua românica e língua inglesa”, produto de trabalho de pesquisa das educadoras, considera as semelhanças existentes entre línguas da mesma origem. Para a professora Janaina Oliveira, 35 anos, mestre em Estudos da Linguagem, e que leciona língua estrangeira no IFRN, campus de Currais Novos, a intercompreensão está relacionada com a condição que se pode ter de entender o outro, mesmo que cada um fale a sua própria língua.

“No caso do livro, você lê em outras línguas e busca entender o texto sem necessariamente ter estudado aquelas línguas, partindo da língua materna, nesse caso, o português”, explica Janaína. A professora destaca ainda sobre seu livro, originário de um trabalho de dissertação de mestrado, a importância da origem das línguas. “O inglês e o francês, por exemplo, têm semelhanças devido às questões históricas envolvendo as invasões, a aristocracia e a igreja”, concluiu Janaína.

O livro “Intercompreensão de línguas românicas e língua inglesa” pode também ser acessado gratuitamente no repositório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN. O trabalho das professoras faz parte de um conjunto de livros publicados recentemente pela Editora do IFRN, em cooperação com a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

EUA: Biblioteca do Congresso disponibiliza amplo acervo digital da Literatura do Cordel do Brasil

Biblioteca do Congresso dos EUA
Um acervo de mais de 12.000 peças, CDs e DVDs, de obras da Literatura de Cordel do Brasil está disponível no portal da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos desde fevereiro deste ano. O acervo digital sobre o tema Brazil Cordel Literature Web Archive está sendo disponibilizado pela ação do Escritório do Congresso dos EUA no Rio de Janeiro e pode ser acessado pelo endereço eletrônico do Cordel na Biblioteca do Congresso.

O Escritório da Biblioteca do Congresso no Rio de Janeiro e a Divisão Hispânica da Biblioteca do Congresso em Washington têm trabalhado conjuntamente com o American Folklife Center (AFC) para que essa coleção de cordéis se torne uma das maiores do mundo. Entre as mais de 12.000 peças está a famosa coleção de Sol Biderman e algumas datadas da década de 1930. Para capturar o trabalho dos repentistas, o Escritório também adquiriu CDs e DVDs, além de outros títulos de cordéis. Alguns deles já estão disponíveis no site do Escritório da Biblioteca do Congresso.

A Biblioteca do Congresso Americano (Library of Congress), além do  escritório do Rio de Janeiro, possui mais cinco escritório no exterior. Seu acervo inclui materiais como publicações, obras, etc. do Brasil, Uruguai, Suriname, Guiana e da Guiana Francesa. O objetivo é ampliar as coleções de pesquisa da Biblioteca do Congresso. 

O Escritório do Programa Nacional de Catalogação e Aquisição foi inaugurado em 1966 para suprir a Biblioteca do Congresso com publicações brasileiras. As publicações adquiridas incluem livros, jornais, revistas, folhetos, literatura de cordel, CDs, CD-ROMs, DVDs, mapas, cartazes e partituras musicais. Muitas publicações são compradas, porém um pouco mais da metade do total adquirido pelo escritório é proveniente do intercâmbio com cerca de 500 instituições. No último ano foram adquiridas 15.624 peças, provenientes de compra e doação.