sábado, 24 de junho de 2017

Gestores da Educação discutem em São Paulo as reformas no Ensino Médio

Secretária Cláudia Santa Rosa fala no Seminário 
A reforma do ensino médio e sua implementação foram temas centrais da discussão realizada pelo Instituto Unibanco nos últimos dias 21 e 22 deste mês em São Paulo (SP). O Seminário Internacional Desafios Curriculares do Ensino Médio: implementação e flexibilização levou representantes de instituições públicas, iniciativa privada, Sistema S, organizações internacionais e jovens a discutir qual é o caminho para o novo ensino médio proposto pelo Ministério da Educação e como ele deverá se comportar diante a educação profissional.

“Tenho a percepção de que temos um enorme atraso na educação, mas também um grau de preocupação crescente sobre o estado do nosso Ensino Médio”, observou o vice-presidente do Conselho de Administração do Instituto Unibanco e ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan, na abertura do encontro. “É mais que oportuna à discussão sobre os desafios curriculares”, disse.

Durante os dois dias de discussão, o seminário fez um longo panorama sobre como as redes estaduais estão se preparando para a reestruturação do Ensino Médio, as experiências internacionais de reorganização dessa etapa e qual o papel da educação técnica e profissional dentro da nova proposta.

Pelo RN, a secretária estadual de Educação, professora Cláudia Santa Rosa, destacou, durante sua participação no seminário, que as mudanças propostas para o Ensino Médio deverão ocorrer de forma plural: “A reestruturação dessa modalidade de ensino demanda capacidade dos gestores das regionais e das escolas dominarem o debate pedagógico e administrar os desafios de gerir a equipe e o currículo”, destacou a secretária.

A questão da formação inicial e continuada de professores foi apontada como um dos principais desafios para flexibilização, pois prevê a organização curricular por áreas do conhecimento e demanda, assim, que os docentes sejam preparados para uma nova forma de ensinar. “Não consigo pensar em reestruturação de currículo sem pensar na formação continuada”, afirmou o professor Bruno Barreto, da rede pública do Rio de Janeiro (RJ).

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