quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

"Água de Grau": Tadeu Oliveira lança livro sobre suas memórias da cidade de Macau

Por Danilo Bezerra

Jornalista Tadeu Oliveira
O cotidiano e lembranças nos idos dos anos 60 e 70, vivenciadas em Macau (RN), estabelecendo verdadeiro percurso pelas ruas em que morou e citando um tempo que marcou a história da juventude da época. Esse é o cenário do livro “Água de Grau – Macau que ainda se busca”, escrito pelo jornalista e sociólogo Tadeu Oliveira, que será lançado no próximo dia 7 de dezembro, durante as festividades de Nossa Senhora da Conceição, padroeira macauense.

Após pesquisa e um mergulho em suas memórias, Tadeu Oliveira conta, em detalhes, as histórias de sua juventude, marcada pela descoberta de paixões, família e por sua cidade natal. “São momentos que por anos estiveram apenas na minha memória. Agora, neste livro, revivo passagens muito significativas e que me ajudaram a crescer”, pontua o autor.

O lançamento em Macau é uma homenagem a sua terra. “A cidade estará em festa. Nada mais justo do que apresentar o livro na cidade-inspiração. Estou feliz em entregar essa obra, é uma realização pessoal muito especial”, explica Oliveira que atualmente mora em Natal (RN), onde é o diretor-presidente da Smart Comunicação, instituto de Pesquisa e Opinião, e assina a Coluna Anote, veiculada na edição de sábado do jornal Tribuna do Norte. O lançamento em Natal ainda não tem data definida.

Um dos capítulos do livro narra o momento conflitante quando sua família deixa Macau, em 1974, ano da instalação do terminal salineiro em Areia Branca (Porto Ilha), desativando completamente o porto de Macau. “Era tempo de crise econômica, Macau não era mais aquela de fácil circulação de dinheiro. Com a mecanização das salinas, uma demanda de trabalhadores braçais ficou sem ter o que fazer. Alguns encontraram no álcool o caminho para encarar o desânimo”, conta.

O prefácio é assinado pelo advogado Luiz Sérgio de Melo Neto, com apresentação do jornalista Ivo Freire. “A antiga usina de moagem de sal, ilhada pelas águas de grau, impressiona o menino curioso e observador no início dos anos 60. A lida dura do pai dele, seu Vicente Camilo de Oliveira, nas salinas marcou sua história que agora é registrado neste livro”, cita Freire na apresentação da obra.

O Livro

Composto por 18 capítulos, o livro conta com 80 páginas. Entre os capítulos, fotografias ilustra a narrativa da publicação, que tem tiragem limitada. Foram dois anos de escrita e sua finalização contou com a participação de gabaritados profissionais gráficos e de comunicação.

Serviço

Lançamento e noite de autógrafos do livro “Água de Grau – Macau que ainda se busca”

Data: 7 de dezembro de 2019.

Horário: 18h30.

Local: Pátio da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, nº 65, Centro, Macau (RN).

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Escola Berilo Wanderley: fazendo e aprendendo ciência

Estudantes expõem conhecimentos adquiridos no projeto
A escola pública carrega uma vantagem sobre qualquer outra: ela não precisa de maiores estruturas para fazer valer seu caráter educador, precisa apenas ser ela mesma, em sua essência de independência, liberdade e criatividade, colocada a favor da aquisição do conhecimento. Exemplo tradicional de instituição pública de ensino forte, a Escola Estadual Berilo Wanderley, localizada na Zona Sul de Natal, realiza este ano grande mobilização de ensino com viés científico e transdisciplinar de conteúdos, facilitando para o aluno a aquisição de conhecimentos em um processo no qual ele mesmo é o protagonista.

Trabalho realizado durante todo o ano letivo, e intensificado nos últimos três meses, o Circuito de Aprendizagem, em sua terceira edição, teve sua culminância, momento de apresentação e compartilhamento de conteúdos de pesquisas e experiências educacionais, nos dias 19 e 20 últimos. Foram 32 trabalhos científicos, envolvendo as disciplinas de História, Geografia, Filosofia, Química, Física, Biologia, Matemática, Educação Física, Língua Portuguesa, ,Línguas estrangeiras (Inglês e Espanhol), Artes, Tecnologia e Informação, e Projeto de Vida. Os trabalhos desenvolvidos pelos alunos do Ensino Médio foram apresentados dentro de uma programação dinâmica que garantiu o compartilhamento de experiências e conhecimentos. 16 trabalhos foram apresentados por dia, 08 pela manhã e mais 08 no turno vespertino. Os estudantes, desta forma, tiveram a oportunidade de apresentarem seus trabalhos e verem o que foi feito pelos outros.

O tema mais presente nos trabalhos desenvolvidos pelo turno vespertino foi o da história do bairro de Pirangi, no qual se encontra a “Berilo Wanderley”. “Foram feitos levantamentos de dados históricos e geográficos, e da vida da comunidade. A intenção é produzir um livro com o resultado do trabalho”, diz a professora Elizângela Soares, que atua no apoio pedagógico do turno vespertino.

Alimentação, Vida, Saúde e Sociedade

Com concorrida apresentação no período vespertino, o projeto interdisciplinar “Vida, Saúde e Sociedade: influência da alimentação na vida do homem”, tratou do contexto cultural e social das pessoas, no qual se inclui a vida de cada aluno e de cada morador que faz a comunidade.

Os alunos fizeram pesquisas com as pessoas da instituição escolar, levando em consideração aspectos como o peso; a influência da mídia na alimentação; e sobre os mitos e verdades no veganismo.

O projeto juntou as disciplinas de Biologia, Educação Física e Projeto de Vida, mobilizando esforços, criatividades e experiências de três significativas áreas do conhecimento e da própria vida humana. O sucesso, traduzido pelo interesse e participação dos alunos, e pelo saber adquirido, em uma experiência que não terá como ser esquecida pelos estudantes, é observado com satisfação pelos educadores, que falam sobre o projeto e, mais notadamente, sobre a própria iniciativa do grande evento educacional. “O circuito tem sido transformador porque os alunos se transformam pela construção do conhecimento com os próprios estudantes sendo protagonistas”, ressalta Angélica Katiana Moraes Leal, professora do Projeto de Vida.

Para o professor de Biologia, Wilianypson Diógenes, “o circuito de aprendizagem é integrador porque promove um trabalho desenvolvido desde o início do ano com áreas afins do conhecimento reunindo conteúdos estudados até a sua aplicação, com os estudantes interagindo no processo”.

Paulo Soares, professor de Educação Física, diz que “o circuito representa conhecimento porque os vários temas são apreendidos pelos alunos além de seus próprios trabalhos, representando uma abrangência ampla de aprendizagem”.

Participante do projeto que trata da alimentação, da saúde e da vida, Francisca das Chagas Rodrigues da Silva, 18 anos, 1º ano do Ensino Médio, moradora do bairro de Ponta Negra, fala que o trabalho desenvolvido “traz conhecimento em várias áreas, como saúde, comércio, mídia e alimentação. Todo esse trabalho nos trouxe o desejo de sempre saber mais e com mais profundidade”.

Elenildo Rodrigues Rosa, 16 anos, aluno do 1º ano do Ensino Médio, morador em Nova Parnamirim, diz que o trabalho “representa conhecimento já que através dele podemos ver as coisas mais a fundo, pesquisarmos mais a fundo, irmos além do que a mídia e a internet dizem pra gente”.

A Escola Estadual Berilo Wanderley, localizada no bairro de Neópolis, em Natal, oferece Ensino Fundamental, Novo Ensino Médio, e Ensino Técnico em Informática, contando com mais de 900 estudantes.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Destaque potiguar vence o Prêmio Sarau Brasil de Literatura 2019

Miguel Dantas e o "Arrebóis"
"Prêmio Sarau Brasil de Literatura", na categoria poesia, tem potiguares como vencedores. Miguel Dantas Cavalcanti Neto e Sérgio Eduardo Dantas Marcolino são autores das 20 poesias melhores classificadas entre as 3.740 poesias que participaram do prêmio. As poesias vencedoras abrem o livro "Antologia Poética", lançado nacionalmente no dia 31 de outubro, "Dia Nacional da Poesia", em homenagem a data de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, pela Editora Vivara Nacional, em sua sede em São Paulo.

O livro traz as 250 poesias melhores classificadas com 1ª edição de 5 mil exemplares. Representa importante vitrine para os novos poetas e para a consolidação de nomes já veteranos na arte da poesia. Os 20 poetas mais destacados, vencedores do prêmio, inevitavelmente passam a ser cortejados e conhecidos por importantes editoras e se inserem no circuito nacional.

Miguel Dantas Cavalcanti Neto, autor da poesia "Os Arrebóis", vitoriosa no Prêmio Sarau Brasil de Literatura 2019, colunista da Revista Foco Nordeste, é bacharel em Direito, tem pós-graduação em Direito Processual Civil, bacharel em Turismo, e atualmente é estudante de Jornalismo na UFRN.

"Não sou poeta profissional! Assim, faço minha as palavras de Fernando Pessoa: "Ser poeta não é uma ambição minha. É a minha maneira de estar só". Jamais havia participado de um concurso literário, portanto essa honrosa classificação provoca um misto de felicidade e responsabilidade. Quem nunca criou uma poesia? O que é poesia? Gosto muito da definição de Pedro Salinas: "A poesia é uma aventura ao absoluto". Na minha opinião, poesia é a arte de organizar palavras para criar sentimentos", fala Miguel Dantas.

"Os Arrebóis" é uma viagem pelo observar humano de si mesmo refletido na força livre da natureza: "Onde o céu beija a terra/O sol se reduz à metade. Ali - em paz a tarde encerra! Ali- minh'alma é saudade! No ar andorinhas a voar; Voam, voam, à imensidão; Voam livres sem querer voltar; vão-se todas, fica só...solidão".

O outro potiguar vencedor, Ségio Eduardo Dantas Marcolino, é especialista em Direito Tributário, mestre em Direito pela UFRN, e assessor da presidência do Tribunal de Justiça do RN.

O Prêmio Sarau Brasil na categoria poesia é disparadamente o mais concorrido do país e o mais importante para revelação de novos talentos na poesia. além de se colocar entre os mais importantes do Brasil. No concurso deste ano, cada participante teve a oportunidade de inscrever dois poemas com tema livre.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

RN: Professor de escola pública impulsiona ensino de matemática

Estudantes no laboratório de Matemática
A Matemática é com sobra matéria essencial para a formação do estudante e para seu futuro em um mercado de trabalho cada vez mais competiltivo e de catáter técnico. É também a matéria vista como a mais difícil pela maioria dos alunos. Consciente disso, o professor Marcelo Lemos, da Escola Estadual Desembargador Licurgo Nunes, de Marcelino Vieira, Alto Oeste do Rio Grande do Norte, criou o projeto "Laboratório de Matemática Josefa Lúcia Rodrigues Cesário" e passou a trabalhar com os alunos temas relacionados à matemática de forma prática e inovadora.

Os alunos que participam do projeto, que são da 3ª série do Ensino Médio, têm a condição de aplicarem conhecimentos teóricos diretos nos desenvolvimetno de materiais e objetos, desde jogos de quebra-cabeça que envolvem números e lógica até equipamentos eletrônicos.

Criado em 2013, o laboratório surgiu de uma necessidade identificada pelo professor Marcelo, que não via em sua rotina muitas opções de materiais didáticos atrativos aos alunos. Ele explica ainda que o laboratório foi batizado em homenagem à uma antiga professora, que o incentivou a gostar da área da matemática. No âmbito do laboratório, os estudantes dividem-se em grupos e trabalham o tema sugerido pelo professor, que a cada ano indica uma temática diferente que envolva matemática.

A iniciativa deu tão certo que os trabalhos realizados pelos alunos foram ganhando destaque na unidade de ensino, até que o grupo envolvido no laboratório, junto ao professor, resolveu criar uma “Mostra de Matemática” na escola Desembargador Licurgo Nunes, para a exposição dos trabalhos feitos.

“A ideia inicial era desenvolver materiais para se trabalhar matemática. Mas, produzir materiais não era o suficiente, o aluno deveria ser o protagonista. Então tive a ideia de transformar esses trabalhos em projetos e expor na ‘Mostra Matemática’. Hoje nós temos um acervo de mais de 1000 trabalhos em exposição, entre jogos de lógica, projetos envolvendo conceitos de física, desafios, réplicas em escalas de grandes invenções do passado, materiais para se trabalhar em sala de aula e muitos outros”.

Aplicabilidade social

Dentre os trabalhos desenvolvidos ao longo do projeto a grande maioria é formada de materiais lúdicos, como jogos que envolvem raciocínio lógico e quebra-cabeças. Diante disso, o grupo de alunos resolveu abrir as portas do laboratório e convidar a comunidade local para conhecer e utilizar as produções.

“Dentre os materiais que a gente desenvolve para trabalhar temos muitos trabalhos lúdicos, como jogos de lógica. Então, junto com os alunos, convidamos os idosos da comunidade e, todas as terças-feiras, a gente propõe com eles desafios como o de quebra-cabeças e jogos de memória, tudo para que eles possam desenvolver as capacidades cognitivas e exercitarem a memória. Com isso, a ideia é que esses materiais não fiquem somente para o meio acadêmico. Dessa forma, pensamos no bem-estar da comunidade, porque não adianta ter um laboratório equipado se não damos um uso social para isso”, explica o professor.

Para a aluna voluntária no projeto, Amanda Monique, 18 anos, participar do Laboratório constitui-se em uma “experiência extremamente gratificante”, pois lhe confere a oportunidade de desprender-se dos componentes curriculares padrões e apreender os conteúdos didáticos de forma inovadora.

“Enquanto estudante é muito gratificante poder participar de um projeto tão importante no qual nós alunos de rede pública temos a oportunidade de aprender bem mais do que nossa grade curricular nos permite. Eu me sinto lisonjeada em poder mostrar o que já sei e aprender com o nosso professor que deposita em nós confiança”, disse a aluna.

Resultados

Marcelo explica que, apesar do projeto não contar com nenhuma colaboração externa e ser executado integralmente por voluntários, o Laboratório já alcançou resultados significativos, como é o caso das últimas avaliações do Sistema Integrado de Monitoramento e Avaliação Institucional (Simais), avaliação realizada periodicamente pelo Governo do Estado do RN que permite a elaboração de um panorama do ensino estadual.

“Nossa escola vem sempre ultrapassando as metas estabelecidas pelo Simais. A Desembargador Licurgo Nunes, desde 2016, vem aparecendo sempre acima dessa meta e, nesses últimos anos tivemos um aumento significativo no número de aprovações no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio)”, detalha o professor.

Oportunidade

Para Marcelo, que é professor de matemática há 16 anos, o laboratório é uma oportunidade para os alunos conhecerem outros campos do saber e não permanecerem limitados aos conteúdos dos livros didáticos. Ainda de acordo com o professor, a educação se refere à uma forma de mudar as realidades.

“A educação é o único ‘caminho sólido’ para o desenvolvimento de um indivíduo e de uma nação. O papel do educador é dar suporte e condições aos seus alunos, além de mostrar caminhos a serem trilhados. Não é dizer o que deve ser feito, mas mostrar o que o que ele ganha e o que perde, com e sem, a educação. O professor é a maior arma contra esse sistema opressor que ainda separa os indivíduos por classe social”, afirma o educador.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Jogos Escolares do RN mobilizam mais de 44 mil atletas

Abertura dos Jerns 2019 no ginásio do DED em Natal (Foto: Demis Roussos)
A fase final da 49ª edição dos Jogos Escolares do Rio Grande do Norte (Jerns) foi aberta na tarde da quinta-feira (10), com a marcante presença de alunos/atletas e professores em solenidade no Ginásio Marcelo de Carvalho (DED), na Candelária, em Natal. Neste ano, mais de 44 mil alunos estão diretamente envolvidos em todas as etapas dos jogos, número superior a edição do ano passado. Os jogos fase final começam nesta sesta-feira (11) e seguem até o dia 25 deste mês.

Os Jerns são uma histórica realização da Secretaria da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer do RN, e contam com 14 fases regionais abrangendo todo o estado com o envolvimento de 1006 escolas do sistema estadual de ensino. Na fase final são 588 escolas disputando com a participação de 14 mil estudantes/atletas.

"Oo Jerns têm um simbolismo que ultrapassa gerações. Sem dúvidas, uma verdadeira celebração do esporte", destacou o secretário de Educação, Getúlio Marques, durante a solenidade de abertura. “O esporte de hoje nos transforma no cidadão do amanhã”, ressaltou.

“Os jovens que participam do Jerns têm a grande oportunidade de trocarem experiências. Quem vivenciou essa competição entende o prazer de ser vitorioso nos jogos", observou na oportunidade o vice-governador do RN, Anternor Roberto,

Para a aluna Ana Júlia Batista, 15 anos, da escola estadual Castro Alves, o espírito esportivo, evidenciado durante os jogos, torna o Jerns uma experiência marcante. “Trata-se de uma competição muito importante, pois é uma oportunidade de vários estudantes conhecerem o esporte em si, entenderem como funcionam e despertar o gosto pelo esporte”, disse a estudante. Ana participa do JERNs há três edições e, neste ano, compete nas modalidades de pentatlo, prova combinada, arremesso de peso e lançamento de dardo. Ela é a atual campeã brasileira sub16 de pentatlo e recordista da prova. Durante a abertura dos JERNs, a jovem atleta foi aluna responsável pela corrida do fogo simbólico.

No total, 27 modalidades estão presentes no Jerns. Badminton, basquete, ciclismo, futebol, handebol, judô, surf, taekwondo e xadrez são algumas delas a serem disputadas nas diversas praças esportivas da capital. Os horários, locais e competições a serem realizadas na etapa final podem ser conferidos no site da Coordenadoria de Desporto Escolar da SEEC.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Caicó: Ceres da UFRN faz encontro de Educação Infantil

Evento reuniu educadores e pesquisadores do ensino infantil
O Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) faz encontro de pesquisadores e trata de práticas pedagógicas voltadas para a Educação Infantil. O 2º Encontro de Pesquisas e Prática Pedagógicas na Educação Infantil aconteceu na quinta-feira (26) e sexta (27) no auditório do Ceres – Campus de Caicó, tendo como tema principal: “Educação Infantil em Tempos de resistência: embates e desafios”. O evento, voltado para os educadores que atuam no âmbito do ensino infantil, contou com a presença de pesquisadores, professores, alunos e futuros professores, gestores educacionais, e profissionais da pedagogia.

A professora e pesquisadora da UFRN, Marly Amarilha, fez a palestra de encerramento do encontro, na tarde da sexta-feira, falando sobre o tema “Literatura Infantil e a construção da identidade na infância”. A mediação foi da professora Nazineide Brito (Ceres/UFRN).

O evento contou também com mesas redondas sobre temas como “Pensamento e Linguagem na Educação Infantil” e “Identidade e diversidade na infância: valorizando as diferenças”; rodas de conversas; e diálogos pedagógicos. A conferência de abertura foi feita pela professora Patrícia Corsino, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mediação da professora Jacicleide Ferreira T. da Cruz Melo (UFRN).

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

NEI da UFRN: a escola infantil com qualidade social

A escola infantil aberta e eficaz na qualidade
Escola infantil pública modelo e referência em toda a região Nordeste, o NEI (Núcleo de Educação da Infância) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), consolida sua posição de vanguarda na qualidade do ensino com nota de 7.7 no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) realizado no ano de 2017. O IDEB do NEI ficou bem acima da média do município de Natal. 4.8, e do estado do Rio Grande do Norte, 4.5. Os números do IDEB, neste caso, correspondem ao Ensino Fundamental – 4ºs e 5ºs anos.

A média do IDEB, que ratifica pela via da estatística o que ocorre no ensino de qualidade social cotidiano do NEI, chega no momento em que a instituição comemora os seus 40 anos de existência e cada vez mais evidencia que a educação pode, e deve, ser prazerosa e eficiente.

O NEI desde sempre tratou de se dissociar de qualquer tipo de burocratismo acadêmico e a desenvolver trabalho voltado para a pessoalidade de cada um dos membros de sua comunidade escolar – alunos, educadores, gestores, pais de alunos e funcionários. A atividade educacional direta e pessoal tornou o NEI na reconhecida Escola da Infância na opinião de quem realmente interessa, da comunidade natalense. O respeito da população despertou também o desejo dos pais de terem filhos estudando no NEI, provavelmente a instituição de ensino infantil mais procurada de Natal, e isso não se deve ao fato de ela ser gratuita, outras também são, mas de ela representar para o aluno a experiência única do verdadeiramente agradável processo do ensino/aprendizagem. Em sua história, o NEI não tem necessitado de publicidade, nem mesmo de destaques da titubeante comunicação da UFRN, os próprios pais de alunos se encarregam de falar para a comunidade da satisfação de ter seus filhos estudando na instituição.

Organizando no tempo e no espaço

A planejada organização de turmas do NEI leva em consideração a faixa etária das crianças e o equilíbrio no tempo e no próprio espaço, com a meta de favorecer a segurança e a construção da autonomia. A estrutura por faixa etária é feita com as crianças de 2 a 3 anos de idade pertencendo a turma 1; as de 3 a 4 anos, na turma 2; as crianças de 4 a 5 anos, na turma 3; as de 5 a 6 anos, na turma 4; as de 6 a 7 anos, no 1º ano; as crianças de 7 a 8 anos, no 2º ano; as 8 a 9 anos, no 3º ano.

Devidamente distribuídas nas turmas que levam em consideração rigorosa a faixa etária, os alunos têm uma rotina no ambiente escolar baseada em momentos de: roda inicial; atividade; lanche; parque; história; atividade; e roda final. Cada sala de aula conta com material disponível em locais específicos para o favorecimento das práticas educacionais: canto de leitura; canto dos jogos; canto do faz de conta; canto da roda. A sala de aula também tem espaços próprios em suas paredes para a apresentação de produções de temas de pesquisas, imagens e textos coletivos.

O NEI conta também com outros fortes espaços de caráter pedagógico como a biblioteca, brinquedoteca, sala de multimídia, cozinha experimental, parques, auditório, solário, espaço de atendimento pedagógico e quadra.

Qualidade social na inclusão
O NEI tem se notabilizado também pela garantia da educação inclusiva em suas dependências. “A educação inclusiva somente se efetiva se as situações de aprendizagem puderem atender as demandas individuais e coletivas, por meio de ações e estratégias adequadas a cada situação não só da criança, mas também do grupo e da própria família”, diz sua divulgação institucional. Nesse sentido, o trabalho com as crianças com necessidades educacionais especiais é feito pela equipe pedagógica da instituição desde a inserção da criança na turma 1, possibilitando o desenvolvimento sócio afetivo com os demais colegas e avançando no processo de escolarização. Acompanha a esse procedimento que será constante nos anos de NEI, entrevistas com a família; diálogo com profissionais que porventura atendam a criança fora da escola; contínuo atendimento pedagógico com o uso de estratégias e recursos específicos individualizados; e relatório descritivo em cada bimestre tratando dos avanços obtidos pela criança.

Formação de educadores

Referência no ensino infantil, o NEI, que também tem objetivos formativos na área do aprendizado pedagógico, contribui efetivamente para a formação de professores no âmbito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte com desdobramentos em todo o sistema de ensino do Estado. As práticas exitosas empreendidas no ensino infantil pelo NEI servem como efetivas propostas pedagógicas para serem utilizadas tanto na formação de professores como em sua replicação em outras escolas que atuem diretamente na educação voltada para a mesma faixa etária de alunos.

A história do NEI começa efetivamente em 4 de junho de 1979, funcionando inicialmente como pré-escola, atendendo crianças na faixa etária de 1 ano e 8 meses a 5 anos e 11 meses de idade. Em 2002 o NEI foi regulamentado por Resolução do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFRN e a partir de 2008, o ingresso das crianças foi ampliado para a comunidade em geral sendo estabelecido o sorteio público, via Edital, como forma de acesso. Atualmente é um colégio de aplicação ofertando Educação Infantil (creche e pré-escola) e Ensino Fundamental (1º ao 5º Ano).